Um tema muito debatido há anos e que vem ganhando força é a igualdade de gênero e, por séculos, as mulheres estiveram inseridas em papéis coadjuvantes na sociedade. Hoje, nos unimos para celebrar o progresso alcançado em favor dos direitos das mulheres, do empoderamento feminino e da diversidade. Dia 8 de março é marcado pelo Dia Internacional da Mulher.

Apesar da data, as mulheres buscam diariamente o seu “lugar no mundo”. Lutam, brigam e comemoram cada quebra de tabu imposto pela sociedade. Para comemorar essa data, o RoadTrio reuniu mulheres inspiradoras que têm um espírito libertador, fizeram as malas e partiram sozinhas para um destino novo.

O próprio RoadTrio é composto por 3 amigos, sendo duas mulheres, a Fabi e a Tati, que já carimbaram passaporte em muitas cidades ao redor do mundo em viagens solitárias. Para Tati, essa forma de viajar é uma das melhores que tem, já que é possível conhecer o destino com calma (e com a alma), fazendo seu próprio roteiro, visitando os seus pontos de interesse e parando para fotografar ou simplesmente tomar um café e ver a vida passar quando bem entender. (Segue a gente lá no Instagram: @roadtrio)

Já para Fabi, que adora compartilhar cada detalhe que vivencia, a viagem pode ser um pouco solitária. Porém, essa jamais é uma barreira na hora de fazer as malas. A liberdade é transformadora e as histórias muitas vezes podem ser mais marcantes. Apesar dessa nem sempre ser a melhor opção para ela, quando a oportunidade aparece, por que não embarcar sozinha? O importante é não deixar de viver o seu sonho em função de um pequeno detalhe.

Confira abaixo a experiência de seis digital influencers, inspire-se e faça as suas malas sem medo de se jogar nesse mundão.

Nada mal essa selfie da Gabi em Bangkok, né? (Foto: @viajandocomgabi)

| Gabi Valverde / @viajandocomgabi

RoadTrio: Quando iniciou o blog e quais os motivos?
Gabi: Há 2 anos eu morava em São Paulo e não conseguia juntar grana para viajar o mundo. Desde nova eu viajava sozinha porque era difícil arrumar companhia, com pouca grana X muito tempo. Um dia resolvi jogar tudo para o alto e viver viajando sozinha mesmo.

RT: Para onde foi sua primeira viagem sozinha e como foi a experiência?
G: Já rodava pelo Brasil desde os 20 anos. Aos 26 fiz meu primeiro mochilão internacional, ficando 3 meses pela Europa. Isso abriu minha cabeça. Amadureci muito e resolvi que era isso que eu queria, viajar o mundo sozinha.

RT: Qual foi a situação mais inusitada que você vivenciou por ser uma mulher viajando sozinha?
G: Já fui seguida pelas ruas escuras de Istambul e assediada em Petra, no Oriente Médio. Também já fui pedida em casamento apenas porque pedi para alguém tirar uma foto no México, no Marrocos e na Itália. Uma vez, em um hostel em Barcelona, na Espanha, fiquei em um dormitório para 20 pessoas. Tirei um cochilo a tarde e tinha apenas um casal no quarto. Quando acordei, a noitinha, tinham 19 franceses me encarando. Minha toalha e roupas íntimas não estavam onde deixei e o casal tinha ido embora. Foi estranho.

RT: Qual foi a maior surpresa?
G: Encontrar muitas, mas muitas mulheres na estrada. E o melhor? Viajando, desbravando, descobrindo o mundo sozinhas. Também descobrir o Couchsurfing e ficar hospedada com os locais, de graça. E ver a admiração das pessoas por quem está na estrada.

RT: Quais cuidados você toma ao viajar sozinha?
G: Mando uma selfie pra família sempre que dá; tiro foto da placa dos táxis; anoto nome da empresa de turismo antes de embarcar num tour ou em uma trip; carrego tudo que é de valor na mochila de ataque e durmo abraçada com ela; divido o dinheiro em diversos compartimentos da mochila; não aceito bebidas abertas de estranhos (apenas se abrirem na minha frente); não comento que estou sozinha; tento me vestir respeitando a cultura e religião dos locais que visito; sempre aviso em casa quando vou ficar um período sem internet, para onde vou e quando volto (parece muito, mas não dá trabalho e deixa a família mais tranquila).

RT: Qual dica você daria para incentivar as mulheres a viajarem mais?
G: Entrar em grupos de viagem no facebook (tem muita informação de quem já viajou sozinho e acaba dando uma força); começar por lugares onde se sente mais confortável e depois ir abrindo as asas; tentar entender se viajar sozinha é o que você gosta. Tem gente que prefere viajar com a família ou em grupos. Não adianta forçar, tem que ter prazer para poder curtir.

RT: Qual destino você recomenda? Por quê?
G: Europa foi super tranquilo para mim. Fui 3 vezes e não tive problemas. Os países vizinhos aqui na América do Sul também, já que o idioma um pouco similar deixa tudo ainda mais fácil. Vi muitas mulheres viajando sozinhas por meses em ambos continentes. E eu mesma já fiz 3 mochilões na Europa e 3 na América do Sul. Todos sozinha. Recomendo e agradeço todo dia por ter tido a coragem de ir. Hoje sou mais feliz e a cada dia eu descubro novos lugares e novas amizades.


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Algumas pessoas acham que Orlando é um dos lugares mais felizes do mundo. A Thais concorda (Foto: @guiamundoafora)

| Thais Towersey / @guiamundoafora

RoadTrio: Quando iniciou o blog e quais os motivos (breve resumo)?
Thais Towersey: Comecei o blog em meados de 2013, simplesmente porque queria escrever e ocupar meu tempo. Aos poucos fui vendo um crescimento grande dos leitores e, principalmente, da minha paixão por falar de viagens e acabei tornando minha profissão.

RT: Para onde foi sua primeira viagem sozinha e como foi a experiência?
TT: Eu demorei para viajar sozinha de verdade. Já tinha pego muitos voos sozinha, mas chegar, fazer turismo sozinha, dormir sozinha… demorou! Não por falta de vontade ou medo, mas porque sempre tive companhia. Meu marido gosta muito de viajar, o que ajuda. Mas a primeira vez foi no Japão, rodei 1 semana por Kyoto, Hiroshima, Nara e Osaka, e foi uma das experiências mais incríveis que já tive! É libertador poder fazer tudo absolutamente do seu jeito, sem pressa nas fotos e visitando somente o que de fato te interessa.

RT: Qual foi a situação mais inusitada que você vivenciou por ser uma mulher viajando sozinha?
TT: Nunca cheguei a ter histórias mirabolantes, ainda bem, só o clássico assédio. E não preciso estar viajando sozinha, não, viu? Me lembro que na Argentina, enquanto estava com meu amigo, ninguém mexia comigo. No único dia que nos separamos e fui o encontrar em um café, o caminho chegou a ser longo e tantos “fiu fiu” (e versões mais elaboradas) até encontrar com ele novamente. (e o assédio parou novamente. Vê se pode?)

RT: Qual foi a maior surpresa?
TT: Descobrir que eu não consigo calar minha boca, mesmo sozinha. Eu falava sozinha, falava no Snapchat, mas eu não conseguia deixar de comentar as coisas que via com alguém!

RT: Quais cuidados você toma ao viajar sozinha?
TT: Pesquisar bem se o local é seguro, pegar um hotel sempre bem localizado e tentar não dar mole, no geral. Não fico noiada também, senão não adianta, você acaba não curtindo a viagem se ficar achando que sempre vai acontecer algo. Mas confesso que meu caso ajuda, já que sou casada e não vou para balada, por exemplo. As meninas solteiras têm que ter um cuidado extra na hora de escolher quem vai conhecer, mas assim como no Brasil. Olhos sempre abertos.

RT: Qual dica você daria para incentivar as mulheres a viajarem mais?
TT: Vá! No momento que você fizer isso por você, sua vida vai mudar, pois descobrirá uma companhia interna que você não conhecia. Você mesma! Ela está aí, e vocês vão se amar.

RT: Qual destino você recomenda? Por quê?
TT: Japão sempre, primeiro porque é meu país preferido, segundo porque no quesito segurança, você não precisa se preocupar. Mas também já fui sozinha pra Orlando! Parece triste, mas eu AMO. Fico na fila de personagens o quanto quiser e ninguém me enche. Quem é “Orlando maníaco” entende.

A primeira vez que Joana saiu do Brasil foi em 2007, para morar na Alemanha (Foto: @fitbackpacker)

| Joana Romano / @fitbackpacker

RoadTrio: Quando iniciou o blog e quais os motivos?
Joana Romano: Assim que eu cheguei na Austrália, em dezembro de 2014, resolvi criar uma conta no Instagram para compartilhar as minhas experiências por aqui. Quando comecei a postar sobre as minhas viagens, eu não tinha muita noção do que o Instagram iria se tornar pra mim. Comecei mesmo como um hobby. Eu adoro fotografia!

RT: Para onde foi sua primeira viagem sozinha e como foi a experiência?
JR: Em 2007 eu saí do Brasil pela primeira vez e fui morar na Alemanha. Morei com uma família alemã por 1 ano e 3 meses em Aalen, uma cidade de 70 mil habitantes no sul da Alemanha. Eu fiz um intercâmbio chamado Au Pair – trabalhava como babá da filha do casal em troca de acomodação, comida e uma “mesada”. A minha experiência foi maravilhosa! Aprendi alemão, fiz vários amigos e viajei bastante pela Europa. Depois dessa viagem nunca mais parei.

RT: Qual foi a situação mais inusitada que você vivenciou por ser uma mulher viajando sozinha?
JR: Já vivenciei diversas situações inusitadas durante as minhas viagens, mas nenhuma delas foi pelo fato de eu ser mulher. Foram simplesmente coisas que acontecem quando você sai da sua zona de conforto.

RT: Qual foi a maior surpresa?
JR: A maior surpresa desde que eu comecei a viajar foi conhecer a minha família na Itália. O meu pai é italiano, mas foi morar no Brasil com os meus avós quando ele tinha 11 anos. Em 2013, eu estava morando em Londres e meu pai resolveu fazer uma viagem pela Europa. A gente combinou de se encontrar no final de semana do meu aniversário. Nos encontramos em Paola, a cidade em que ele nasceu. Quando eu cheguei lá, a minha família toda que eu nunca tinha visto na vida estava me esperando em um restaurante. Eles fizeram uma festa surpresa para meu aniversário, com bolo de tiramisu e tudo.

RT: Quais cuidados você toma ao viajar sozinha?
JR: Eu não tenho problema nenhum em sair sozinha à noite, mas eu nunca bebo além da conta e sempre fico de olho no meu copo. Ah! Eu também não aceito nada de estranhos (parece coisa de mãe, né?), mas morro de medo de alguém colocar algo na minha bebida.

RT: Qual dica você daria para incentivar as mulheres a viajarem mais?
JR: Essa dica vai tanto pra mulher quanto pra homem. Não esperem pelos outros para realizarem os seus sonhos. As vezes a gente deixa de fazer as coisas que temos vontade por esperar o momento perfeito ou por não ter companhia.

RT: Qual destino você recomenda? Por quê?
JR: Acho que a viagem que eu mais curti nesses quase 10 anos de estrada foi um mochilão de 2 meses que eu fiz pela América Central. Viajei do Panamá até Belize de ônibus, parando em todos os países no caminho. Conheci lugares maravilhosos e pessoas incríveis nessa viagem.

As duas amigas estudaram juntas e desde sempre curtem fazer trilhas, conhecer novas cachoeiras, acampar e planejar viagens pelo mundo (Foto: @maladeaventuras)

| Gaia Vani e Nanda Hudson / @maladeaventuras

RoadTrio: Quando iniciou o blog e quais os motivos?
Gaia Vani e Nanda Hudson: Somos amigas desde a época de colégio, e gostávamos das mesmas coisas: fazer trilhas, conhecer novas cachoeiras, acampar e planejar viagens pelo mundo. Nossos amigos sempre nos pediam dicas e elogiavam as nossas fotos, e foi em uma mesa de bar que resolvemos criar um blog. A ideia só saiu do papel depois de muitas idas e vindas para escolher um nome, e o blog começou mesmo em 2013, quando a Gaia foi para um intercâmbio de 1 ano na Austrália. Assim surgiu o Mala de Aventuras, um blog criado para compartilharmos nossas viagens e aventuras pelo mundo.

RT: Para onde a primeira viagem sozinha de vocês e como foi a experiência?
GV e NH: A Gaia foi para o Canadá com 16 anos. Foi a primeira viagem de avião, a primeira experiência fora do país, a primeira vez falando outra língua de verdade. Uma viagem marcante e cheia de aprendizados. Em 2014, a Nanda foi para a Austrália visitar as amigas. Foram quase 20 horas viajando sozinha, entre trocas de avião e conversas com pessoas inesperadas. Atravessar o Oceano Pacífico sozinha foi uma experiência única.

RT: Qual foi a situação mais inusitada que vocês vivenciaram por serem mulheres viajando sozinhas?
GV e NH: Nunca vivemos nenhuma situação inusitada.

RT: Qual foi a maior surpresa?
GV e NH: A receptividade das pessoas. Viajar sozinha não significa estar sozinha o tempo todo, significa abrir os braços para o desconhecido, para novas oportunidades, para pessoas incríveis.

RT: Quais cuidados você toma ao viajar sozinha?
GV e NH: Não rola de seguir ao pé da letra o “não fale com estranhos” que ouvimos de nossas mães desde pequenas. Falar com estranhos é altamente necessário ao viajar sozinha, mas é sempre muito importante ficar atenta às pessoas a sua volta.

RT: Qual dica você daria para incentivar as mulheres a viajarem mais?
GV e NH: Chame sua melhor amiga para viajar, mas caso não dê certo, vá sozinha, vá com tudo, vá e seja feliz!

RT: Qual destino você recomenda? Por quê?
GV e NH: Austrália! É um país alto astral, perfeito pelo clima, pelas rotas de carro, praias, animais fofos, festas e internacionalidade.

Imagina você e um visual desse… Perfeito! (Foto: @seguindo_viagem)

| Dayana dos Santos Souza / @seguindo_viagem

RoadTrio: Quando iniciou o blog e quais os motivos
Dayana dos Santos: Comecei o blog em 2012 para compartilhar minhas experiências vividas durante as viagens. Com o tempo meus amigos começaram a pedir mais dicas das viagens que eu fazia e eu comecei a escrever posts mais completos com a preocupação de fornecer o máximo de informações para ajudar no planejamento das viagens. Eu amo escrever sobre os lugares que passei, as experiências que vivi, é uma forma de prolongar a sensação gostosa de viajar e eternizar os bons momentos.

RT: Para onde foi sua primeira viagem sozinha e como foi a experiência?
DS: Minha primeira viagem sozinha foi para Jericoacoara. Foi uma experiência incrível, onde pude vivenciar o lugar intensamente. Curti demais Jeri, brinquei igual criança na Lagoa do Paraíso, corri pelas dunas, senti uma liberdade tão grande que depois dessa viagem não parei mais de viajar sozinha. É uma daquelas experiências que todos deveriam ter um dia, é extremamente libertador e traz um aprendizado enorme.

RT: Qual foi a situação mais inusitada que você vivenciou por ser uma mulher
DS: A situação mais inusitada foi durante um passeio que eu fiz com mais dois casais e eu era a única que estava viajando sozinha. O guia do passeio ficou dando em cima de mim e foi um pouco desagradável.

RT: Qual foi a maior surpresa?
DS: Minha maior surpresa foi descobrir a quantidade de gente que viaja sozinha por aí. Ver mulheres de todas as idades viajando sozinha me motivou ainda mais.

RT: Quais cuidados você toma ao viajar sozinha?
DS: Evito andar sozinha à noite e passar por lugares muito desertos. Tomo cuidado com meus pertences e não ando com muito dinheiro nem objetos de valor. Procuro fazer amizade com outros viajantes e tento fazer os passeios em grupo.

RT: Qual dica você daria para incentivar as mulheres a viajarem mais?
DS: Minha dica é não tenha medo de viajar sozinha. Diferentemente do que muitos pensam, viajar sozinha não é sinônimo de solidão, pelo contrário, você vai conhecer pessoas incríveis, vai fazer muitas amizades bacanas e mais difícil vai ser ficar sozinha. Viajar sozinha é um grande aprendizado e traz muito crescimento pessoal, você aprende a se virar sozinha, a tomar decisões, a ficar mais esperta para a vida. Além disso, você vivencia o lugar com muito mais intensidade e aproveita a viagem da melhor forma, faz seus horários, fica o tempo que quiser, escolhe onde vai comer, o que vai visitar, enfim, você é dona da viagem.

RT: Qual destino você recomenda? Por quê?
DS: Dos lugares que viajei sozinha o que eu mais gostei foi do México. Fiquei 10 dias em Playa Del Carmem e conheci muita gente legal no hostel que eu fiquei. Playa Del Carmem é muito animada à noite, com vários pubs, barzinhos e boates. De dia tinha muita coisa pra fazer, praia, cenotes, ruínas, mergulho, parques, muitos lugares para visitar nas proximidades, como Cozumel, Isla Mujeres, Cancun, Tulum, Akumal. Eu não parava um minuto. Foi uma viagem maravilhosa e recomendo demais.

A Day também já escreveu sobre o assunto no blog Seguindo viagem: Como criar coragem para viajar sozinha pelo mundo.

Sobre o autor

Somos três amigos que compartilham o sonho de conhecer os quatro cantos do mundo. Da vontade de explorar diferentes lugares e da busca constante por novas experiências, surgiu o RoadTrio: um site que reúne informações, dicas e notícias do que não se pode perder por aí e é essencial para qualquer viajante.

5 Respostas

  1. Dayana

    Adorei a matéria! Obrigada pelo convite, é uma honra estar ao lado dessas mulheres cheias de coragem para se jogar no mundo.

    Responder
    • RoadTrio

      Obrigada você por aceitar participar!
      Adoramos suas dicas e sua forma de levar a vida <3

      Responder
  2. Gabi

    Nossa! Que time! Todas com muitas aventuras nas costas. Adorei participar! Obrigada e até breve! Hahaha

    Responder
  3. Ági Bester

    Que surpresa ler essa matéria sobre mulheres viajando sozinhas! Gostei muito de ler as opiniões, esse assunto sempre me fez pensar. Não fiz nenhuma aventura sozinha porque por sorte meu marido adora viajar e as ideias/planos são sempre dele e eu gosto de me deixar levar. Queria adicionar uma experiência aqui: fizemos o Caminho de Santiago 4 vezes e sempre encontramos muitas mulheres de todas as idades sozinhas. Numa das ocasiões conhecemos uma assistente social que estava há um mês no Caminho acompanhando uma garota de 16 anos, delinquente juvenil, que estava condenada à prisão, mas cumprindo a pena alternativa que era fazer o Caminho da Bélgica até Santiago de Compostela (a pé, de mochila e dormindo em barraca, com dinheiro super restrito, só com uma carta de recomendação para eventualmente ganhar descontos). Isso também comprova como é importante e transformador viajar! Obrigada pela matéria!

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    • RoadTrio

      Que história incrível! Obrigada por compartilhar com a gente.
      Aliás, você é um bom personagem para uma matéria sobre o Caminho de Santiago, o que acha?
      Beijos

      Responder

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