Intervenções artísticas em pontos turístico sempre fazem sucesso. Agora é a vez do artista italiano Lorenzo Quinn ganhar destaque em Veneza, na Itália.

O par de mãos gigantes – de quase 9 metros de altura – batizada de ‘Support’, faz parte da Bienal de Arte de Veneza 2017, inaugurada no último sábado (13), e foi instalada na margem do canal onde fica o Hotel Ca’ Sagredo.

Desta vez, Quinn, que já é conhecido por trabalhar com partes do corpo humano como inspiração, quis fazer um alerta para a questão do aquecimento global. “Estou refletindo sobre os dois lados da natureza humana, o criativo e o destrutivo. Mostro a capacidade dos seres humanos em agir e impactar na história e no meio ambiente”, disse Quinn para o RoadTrio.

Com isso, a escultura aborda a capacidade das pessoas em fazer uma mudança e reequilibrar o mundo de forma ambiental, econômica e social. “As mesmas mãos que destroem o mundo, também podem salvá-lo”, acrescentou. A cada inverno, Veneza enfrenta a cheia dos canais e ainda não se sabe o que será feito quando essa inundação ultrapassar o limite ‘normal’ do estimado.

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Segundo o artista, esculpir as mãos é considerado a parte mais difícil e mais tecnicamente desafiadora do corpo humano. “A mão tem tanto poder – o poder de amar, odiar, criar, destruir”, refletiu.

Quando questionado se uma intervenção desse porte realmente pode abrir os olhos das pessoas, a resposta foi pontual: “Absolutamente. As mãos simbolizam o papel que as pessoas devem desempenhar no apoio à única herança mundial de Veneza. É nosso dever salvar as ‘testemunhas do passado’, e elas podem sobreviver com a nossa ajuda. Ao fazer isso, o passado vive no presente e também vive na memória futura das próximas gerações.”

A obra foi patrocinada pelo município de Veneza e promovido pela Halcyon Gallery com apoio do Hotel Ca’Sagredo, que conta com outros trabalhos de Quinn expostos em seu interior.

| Arte e turismo

Uma viagem sempre abre a mente das pessoas que, muitas vezes pela correria do dia a dia, ignora a cultura à sua volta. Por isso, a importância da intervenção em um ponto famoso. “As pessoas são muitas vezes atraídas para a cultura e arte ao visitar destinos turísticos”, disse, acrescentando que uma obra dessa magnitude desperta o interesse de todos em saber de onde veio a inspiração e qual a mensagem que ela quer passar.

O artista nunca fez uma exposição no Brasil, mas ele não descarta a possibilidade: ” o mundo é minha ostra”, finalizou.

A obra fica exposta até o dia 26 de novembro, data de encerramento da Bienal. Você pode ver mais detalhes sobre a obra “Support” clicando aqui.

Sobre o autor

Formada em jornalismo, já passou algumas temporadas na Califórnia e em Barcelona. Os anos de cobertura de Semanas de Moda internacionais passaram e fizeram com que ela descobrisse que o seu verdadeiro estilo é viajar.

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