Durante uma viagem pela Europa, decidimos fazer uma paradinha em Munique, na região sul da Alemanha. Queríamos conhecer um pouco daquela cidade agitada, cheia de gente jovem e com muita história para contar. Entre tantas pesquisas do que fazer, onde visitar, o que comer, nos deparamos com uma possibilidade que nos encheu os olhos: visitar o Castelo Neuschwanstein, na região da Baviera.

Já tínhamos escutado falar, até porque o castelo é considerado a principal atração turística do país (com cerca de 1,4 milhões de visitantes ao ano). O que mais chama a atenção dos visitantes não é apenas a história e a beleza que o rodeia, mas o fato de que dizem que serviu de inspiração de Walt Disney para sua terra encantada e o seu famoso castelo da Cinderela. Claro, o Castelo Neuschwanstein é indiscutivelmente mais lindo e cheio de vida.

A vista da região é de tirar o fôlego (Foto: RoadTrio)

A vista da região é de tirar o fôlego (Foto: RoadTrio)

| Um pouco de história

Além de toda a beleza que o cerca, o Castelo traz muita história, sendo algumas delas cheias de mistérios dos quais os guias são capazes de contar. Para começar, ele iniciou a construção em 1869, a mando do Rei Ludwing II (conhecido também por “O Rei Louco”). O rei morreu em 1886, afogado num lago nas proximidades, em circunstâncias que nunca foram explicadas, e antes que o castelo ficasse totalmente pronto.


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Sem seu principal morador, o castelo foi aberto ao público para visitação alguns meses depois. Impressionante, poderoso e ao mesmo tempo recluso, o projeto previa 360 cômodos, mas só 14 foram totalmente finalizados. São esses que foram decorados para a visita do público.

Ali pertinho está o Castelo de Hohenschwangau, local em que o Rei Ludwing II passou grande parte de sua infância e que também pode ser visitado. Já que está pela região, vale a pena para conhecer mais sobre esse rei que marcou a história da Alemanha.

(Foto: Flickr / gerdragon)

(Foto: Flickr / gerdragon)

| Como chegar

Existem algumas formas de se chegar até o castelo, mas a mais prática para quem sai de Munique é ir à estação central Hauptbahnhof com destino a Füssen, uma cidadezinha linda que faz parte da rota romântica do país. Apesar de ser pertinho, é preciso deixar um dia todo reservado para esse passeio. Faça sem pressa, você não irá se arrepender.

São duas horas de trem até Füssen, mais dez minutos de ônibus até a bilheteria em Hohenschwangau, e então mais uns 20 ou 40 minutos para subir até o castelo. Isso dependerá exclusivamente da maneira que escolher para chegar lá.

A subida até o castelo é um pouco puxada, mas vale a pena fazer o trajeto a pé (Foto: RoadTrio)

A subida até o castelo é um pouco puxada, mas vale a pena fazer o trajeto a pé (Foto: RoadTrio)

Como estava um friozinho e sem chuva, optamos em caminhar (com algumas subidas) para se chegar até o destino final. Se você não for muito sedentário, aconselhamos essa caminhada. É bom andar entre a natureza, sentir aquele vento batendo na cara e, de quebra, fazer algumas paradas estratégicas para apreciar a linda vista da região.

Existem outras maneiras de chegar até lá em cima. Você pode pegar um ônibus perto da estação de trem. Basta se informar nas proximidades e, possivelmente, enfrentar uma longa fila para pegar o próximo ônibus, que passa a cada 15 ou 20 minutos. Mas fique atento, ele não funciona em dias que o tempo está ruim. Ao contrário, as charretes levam os turistas durante o ano todo e cobram €6 para subir e outros €3 para trazê-los de volta.

| Além do passeio, as pessoas

Outro ponto que nos conquistou ao caminhar até o castelo foram as pessoas que conhecemos. Existem quiosques no meio do caminho em que simpáticos alemães trabalham. Temos aquela impressão de que o alemão é uma pessoa sempre fria, que não abraça e dificilmente conversa se não tiver tomado uns goles de cerveja. Lá em Füssen tivemos como prova que isso é pura balela.

Castelo Neuschwanstein ao fundo. É possível vê-lo de diferentes ângulos (Foto: RoadTrio)

Castelo Neuschwanstein ao fundo. É possível vê-lo de diferentes ângulos (Foto: RoadTrio)

Pode ser que o clima de cidade do interior e o vai-e-vem de turistas tenha amolecido o coração de alguns cidadãos, mas não acreditamos muito nessa teoria. Ali toda aquela construção que temos do povo alemão se acabou. Nós realmente percebemos que, se nós estivermos abertos, eles também estarão. E confesso que a partir disso o resto de nossa viagem pela Alemanha tornou-se muito mais positiva em relação às pessoas.

| A visita ao castelo

Como já comentamos, esse é um dos locais mais procurados pelos turistas que passam pela região, ou seja, a atração é extremamente lotada. Se você for uma pessoa bem planejada, reserve um horário pela internet por uma taxa extra, até dois dias antes da sua visita ao castelo. Mas tenha em mente que se não chegar a tempo, perde a vez e o dinheiro do ingresso. Caso prefira comprar no dia e no local, você corre o risco de ficar horas (mais de duas) esperando na fila. Por isso, se essa for a sua opção, a nossa dica é: chegue MUITO cedo.

As visitas ao castelo só podem ser feitas com tours guiados, que são oferecidos em inglês e alemão. Se você não fala nenhuma dessas línguas, fique tranquilo, pois há áudios tours para aluguel com opções de várias línguas, incluindo o português.

(Foto: Flickr / Poonam Agarwal)

(Foto: Flickr / Poonam Agarwal)

| Opções de tickets

  • Visita ao Castelo Neuschwanstein ou Castelo Hohenschwangau: 12 euros por pessoa ou 11 euros de tarifa reduzida para estudantes ou pessoas acima de 65 anos.
  • Visita de ambos os castelos no mesmo dia (chamado de “King’s Ticket”): 23 euros, sendo que a primeira visita é no Hohenschwangau e depois no Neuschwanstein.

Existe ainda outras opções de tickets que incluem o Museum of the Bavarian kings, também no vilarejo de Hohenschwangau. Veja mais no site oficial: https://www.hohenschwangau.de.

** Esse post foi um convite do Consulado Alemão de São Paulo em razão das comemorações da Reunificação do País e da queda do Muro de Berlim.

#Breakingthewall #Likeagerman

Sobre o autor

Em 2011, a jornalista morou na Europa, onde foi travel-writer para o Guia Criativo para O Viajante Independente na Europa. De volta ao Brasil, não quer se limitar às paredes de um escritório e fez do seu hobby uma nova profissão.

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