A moda do Flyboard chegou ao litoral paulista há alguns meses e promete ser sucesso neste verão. Criado em 2011 pelo francês Franky Zapata, a modalidade conquistou rapidamente os amantes de esportes radicais nos Estados Unidos e na Europa. A prática consiste em se equilibrar sobre uma prancha enquanto um jato de água empurra o praticante a quase quinze metros de altura.

Pois é, o novo esporte radical vem se tornando frequente nas praias do mundo todo e, a partir de agora, já dá pra encarar esse desafio nas águas brasileiras.

O RoadTrio foi até o Guarujá, no litoral sul de São Paulo, e experimentou o esporte à convite da Flyboard Guarujá. A experiência foi muito diferente e garantimos que é bem diferente do esperado. Esqueça as fotos radicais, alturas inexplicáveis e manobras absurdas. Provavelmente você começará saindo alguns metros da água, mas com um pouco de treino, com certeza irá longe.

Essa prática chegou às areias paulistas pelos sócios Thiago Walker e Francisco Marrara, que se aproximaram do esporte por meio de vídeos do Youtube e, durante uma viagem para Miami (EUA) há um ano e meio, encontraram o equipamento. Eles trouxeram a prancha para o Brasil, adaptaram o produto e agora produzem uma versão nacional mais em conta que o gringo, mas tão divertido quanto.

Essa prática chegou às areias paulistas pelos sócios Thiago Walker (foto) e Francisco Marrara (Foto: RoadTrio)

| Como funciona

Em primeiro lugar, é bom entender como funciona o Flyboard. Você terá que usar uma prancha que será presa aos seus pés com uma bota semelhante àquela usada no wakeboard. Para que ela fique no ar, a turbina do jetski é aproveitada como uma bomba d’água para impulsionar você para cima. Normalmente, é utilizado uma mangueira de até 16 metros para que você tenha a liberdade de “voar”.


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| Na areia

Chegamos em Tortuga, no final da Enseada, por volta das 9h30, enquanto a praia ainda não estava cheia e o mar estava flat. Thiago nos ensinou toda a parte teórica enquanto preparava o jetski, a prancha e a mangueira responsável por impulsionar a pessoa para cima. Segundo ele, qualquer pessoa pode praticar o esporte, desde que tenha estrutura para isso: “Não tem idade mínima. Tudo depende do corpo. A força física não é requisito, ou seja, o que manda é o motor do jetski, que tem uma bomba que libera a água em diferentes velocidades. Quanto mais acelero, mais água ele vai captar e mais alto você vai subir. O importante é saber nadar e ter equilíbrio”, destacou.

Ainda na areia, recebemos algumas instruções que só fazem sentido mesmo quando você está dentro d’água. Ele nos explicou a posição inicial (de pé, com a água batendo na altura do peito), a melhor maneira de cair (de cabeça, como num mergulho), além de algumas dicas de segurança.

Tudo entendido, vamos para a água.

Pernas firmes, abdômen travado e mãos rente ao corpo é o segredo para um bom voo (Foto: RoadTrio)

| Na água

A mangueira do Flyboard se encaixa em uma parte do motor responsável por impulsionar e direcionar o jetski. Isso significa que, com a prancha nos pés, você é quem comanda para onde a moto aquática vai.

Como o mar estava bem vazio pela manhã, não precisamos ir muito longe para achar um lugar calmo e seguro. De cima do jetski, o Thiago repete algumas instruções passadas na areia. Pernas firmes, abdômen travado e mãos rente ao corpo (essa última a gente não conseguiu respeitar, como dá para ver nas fotos). Aceno com um ‘ok’ e ele acelera o jet.

Em poucos minutos já dá para ter uma noção de como a coisa funciona e pedir para ir cada vez mais alto (Foto: RoadTrio)

| No ar

Em uma fração de segundo, o seu corpo já está para fora da água. A decolagem é um movimento quase natural – seu pai provavelmente brincou de te jogar assim na piscina quando você era pequeno.

No ar, o desafio é maior. Achar seu equilíbrio não é questão de força, mas de concentração e calma. O segredo está em manter as pernas firmes, levemente flexionadas, e movimentar pouco os pés. Olhar para o horizonte – e não  para baixo – também ajuda bastante.

Posso dizer que meu primeiro voo, apesar de curto, foi bem sucedido. O segundo nem tanto. Achei que já dominava a prancha e quis inventar. Resultado: um tombo bem desconcertante de mais de 3 metros de altura. Mas tudo bem, o colete salva-vida e a vontade de voar de novo fazem você nem sentir dor.

Em poucos minutos já dá para ter uma noção de como a coisa funciona e pedir para ir cada vez mais alto. Eu não devo ter passado dos 5 metros de altura, mas quem tem prática pode chegar facilmente aos 10 metros.

Quem quiser se aperfeiçoar pode fechar um pacote de aulas e praticar suas manobras a cada 15 dias (Foto: RoadTrio)

| Treinamento

Quem quiser se aperfeiçoar pode fechar um pacote de aulas e praticar suas manobras a cada 15 dias, por exemplo. Ainda não existe nenhum campeonato de Flyboard no Brasil, mas o esporte está crescendo. O próprio Thiago já vendeu o equipamento e treinou profissionais em diversos lugares, como Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rondônia, além da praia de Maresias e da Represa do Guarapiranga, em São Paulo.

| Flyboard só seu

Quem quiser e tiver dinheiro para investir, pode comprar um flyboard produzido aqui no Brasil. A empresa dos sócios produz o equipamento para venda, que custa em torno de R$ 15 mil. Mas esse não é o único investimento. É necessário ter um jetski adaptado para a prática do esporte. Além disso, lembre-se que é necessário ter habilitação para pilotar a moto áquatica.

Serviço

Endereço: Avenida Miguel Estefano, fim da Praia da Enseada
Telefone / WhatsApp: (11) 975776257
Preço: R$ 150 (aula teórica + 30 minutos de prática)
Instagram: @flyboardguaruja
Snapchat: flyboardguaruja

Sobre o autor

Virou publicitário para poder viajar – e deu certo! Já morou na Europa, nos Estados Unidos e quase foi parar nos Emirados Árabes. Está sempre em busca de uma boa história para contar e um bom ângulo para fotografar.

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