Esqueça o trabalho, o escritório, o trânsito, o barulho ou qualquer outra coisa das grandes cidades. Chegamos em Fernando de Noronha. Aquele destino que vive no imaginário de muitos brasileiros. As praias são lindas, a vida marinha é espetacular, as comidas são saborosas, as hospedagens cheias de charme e, apesar dos preços altos, o local é bem simples, tranquilo e acolhedor.

Mas o que realmente encanta é o clima e a energia que Fernando de Noronha tem. Com natureza presente em cada cantinho, as cores são intensas, assim como as pessoas, que são receptivas e parecem estar sempre de bem com a vida. Consequentemente, o mesmo serve para os turistas que estão por lá. E não teria como ser diferente.

Fernando de Noronha faz parte do estado de Pernambuco (Foto: RoadTrio)


Fernando de Noronha é formada por rochas de origem vulcânica. Desde que se tornou um parque ambiental protegido, tem o seu acesso controlado. Por conta disso, existem taxas que precisam ser pagas para entrar no arquipélago, o que pode “assustar” os visitantes. O valor é realmente alto, por isso alguns brasileiros preferem viajar para fora do país, mas, conselho de quem já foi, invista em Noronha. Cada centavo vale a pena.

Muitos dizem que é preciso ficar pelo menos uma semana ou 10 dias por lá. Realmente, nós do RoadTrio teríamos passado mais tempo no arquipélago sem muito esforço. Porém, infelizmente, encaixamos o destino de última hora em nossa agenda e tivemos apenas 5 dias para curtir a ilha e até chegamos a pensar se valia a pena. Agora que voltamos, a resposta é sim! Novamente, vale ficar mais tempo, mas não deixe isso influenciar sua viagem, caia de cabeça e não perca essa oportunidade. Com certeza você vai aproveitar cada segundo e conhecer lugares mágicos.

| Passagens: chegando e saindo

Para chegar até Fernando de Noronha é preciso pegar um voo que parte de Natal ou Recife. A viagem saindo de Recife dura aproximadamente 1h20 e saindo de Natal cerca de 55 minutos. Os voos são feitos em aviões menores, geralmente um Embraer 175 ou 190. O nosso avião era de hélice, mas não precisa se preocupar, a viagem é tranquila.

O avião que leva de Recife a Fernando de Noronha é menor que os tradicionais (Foto: RoadTrio)

Nós saímos de São Paulo e fomos até Recife com a companhia aérea Azul. As passagens em alta temporada são bem caras, mas nós conseguimos comprar ida e volta por menos de R$ 1.000 (com taxas) em uma mega promoção que encontramos. Por isso, indicamos ficar de olho em sites de promoções como o  Melhores Destinos e o Passagens Imperdíveis.

O Aeroporto de Fernando de Noronha é bem pequeno e, em baixa temporada, recebe apenas 3 aviões por dia. Mesmo assim, nosso voo estava vazio e conseguimos ficar na janela com aquela expectativa de ver a ilha do alto.

A Baía dos Porcos proporciona uma vista privilegiada do Morro Dois Irmãos (Foto: RoadTrio)

Dica: quando você reservar o assento no avião, escolha a janela do lado esquerdo para ver o Morro Dois Irmãos, cartão-postal do arquipélago, do alto. Quem senta do lado direito também tem uma vista linda e mais ampla da ilha.

| Antes de embarcar: taxas obrigatórias

Comprou a passagem aérea, está feliz da vida para começar a planejar a sua estadia e todas as atrações… mas, antes de mais nada, vale lembrar que é preciso pagar duas taxas obrigatórias para entrar em Fernando de Noronha. Ambas podem ser pagas ao chegar na ilha, porém, aconselhamos que você faça isso pela internet alguns dias antes do embarque (pelo menos com 4 dias de antecedência). Assim, você evitará fila e não perderá tempo no aeroporto.

A primeira, é de R$ 68,74 por dia e por pessoa. Essa é uma taxa de preservação ambiental que todos os turistas precisam contribuir. Já a segunda é para entrar na área do Parque Nacional Marinho. Custa R$ 99 para brasileiros ou R$ 198 para estrangeiros e vale por 10 dias. Você também pode pagá-la on-line, mas precisa retirar o cartão de acesso ao parque em um dos endereços aqui.

Para entrar em algumas praias, como a Baía do Sancho, é preciso adquirir a carteira de acesso do Parque Nacional Marinho (Foto: RoadTrio)

Esse ingresso dá acesso a algumas das principais praias, como a Baía do Sancho, considerada a mais bonita do mundo pelo TripAdvisor em 2017, e a do Sueste, onde você, se tiver sorte, encontrará tartarugas e até tubarões. Sem o cartão de acesso, esqueça a visita. Ele também serve para você poder fazer algumas trilhas, como a do Atalaia e a dos Abreus.

Só para você ter uma noção, nós chegamos na ilha em um domingo e ficamos até a sexta-feira seguinte e gastamos R$ 437,21 por pessoa, somando as duas taxas. É um valor alto, sim, mas que é percebido na conservação e preservação de todas as belezas naturais de Noronha.

| Como se locomover

A ilha é pequena, mas é inviável ficar fazendo todos os trajetos a pé. Se você estiver localizado na Vila dos Remédios, no Sueste ou na Floresta Nova, provavelmente poderá fazer muitas coisas caminhando. Porém, as praias ficam espalhadas e é importante ter liberdade para conhecer todos os locais.

Basicamente, a ilha é cortada pela BR-363, uma estrada asfaltada de mão dupla. A partir dela, saem as ruas de terra que levam às praias, todas cheias de pedras e buracos. Na temporada de chuvas, por exemplo, de março a junho, essas estradas ficam cheias de lama e poças d’água, o que torna o caminho a pé ainda mais complicado.

O buggy é o transporte oficial na ilha e ele te ajudará a enfrentar as estradas esburacadas até as praias (Foto: RoadTrio)

Nós optamos pelo transporte oficial da ilha, o buggy, e podemos dizer que ele foi indispensável para cumprir nosso roteiro. Usamos o buggy da Noronha Passeios. Eles têm uma frota mais antiga, que custa cerca de R$ 220 a diária. E quando falamos frota antiga, é porque realmente os veículos são mais velhos, o que adiciona uma dose a mais de aventura e emoção nas estradas. Já os veículos mais novos custam R$ 280 a diária. Seja qual for a sua escolha, recomendamos muito a Noronha Passeios, pois o atendimento é muito bom. Eles entregam o carro onde for melhor para você (na pousada ou no aeroporto) e estão sempre à disposição pelo WhatsApp para o que você precisar.

Mas o que realmente pega em questão de valores é o custo da gasolina, a mais alta do Brasil, vendida a R$ 5,79 o litro. Mas como a ilha é pequena, um tanque cheio é suficiente para dois ou três dias (dependendo de quanto você for rodar) de passeio.

Outra opção para se locomover é o ônibus público que percorre a ilha. São dois trajetos que vão do Poro de Santo Antônio à Baía do Sueste e vice-versa. Os ônibus circulam entre às 7h e às 23h30, com saídas a cada 30 minutos. O percurso passa por todas as praias, ou seja, é só embarcar e ficar de olho na parada que vai descer. O valor do bilhete é R$ 5.

A ilha é cortada pela BR-363, uma estrada asfaltada de mão dupla e, a partir dela, saem as ruas de terra que levam às praias (Foto: RoadTrio)

Há também quem prefira rodar de táxi, uma boa alternativa para os programas noturnos, caso você não esteja na região central da ilha. Os preços variam de R$ 20 a R$ 37. Nós optamos por esse transporte durante as noites de chuva, mas realmente achamos o custo bem alto. Não importa que você fará um trajeto de poucos metros, o valor mínimo da corrida é R$ 20.

Desde 2014, o viajante pode alugar bicicletas elétricas nos Postos de Informação e Controle (PICs) das praias do Sancho e Sueste e no Centro de Visitantes do Parque Nacional Marinho, ao lado do ICMBio, na Vila do Boldró (R$ 25, das 8h às 18h).

Algumas empresas também oferecem motos, jipes e carros para aluguel por diárias que variam de R$ 150 (motos) até R$ 550 (jipe). Mas avisamos que ar-condicionado e direção hidráulica não combinam com o clima selvagem de Noronha.

| Onde se hospedar

Bora quebrar o cofrinho. Noronha tem pousadas de diferentes preços, mas todas com valores salgados. A localização influencia diretamente no preço da estadia e indiretamente nos seus outros gastos. Por exemplo, ao ficar na região da Vila dos Remédios e da Floresta Nova, você pode caminhar para muitas praias (deixando de gastar com transporte) além de ter acesso aos mercadinhos e economizar um pouco com alimentação. Só por curiosidade, vimos uma Nutella sendo vendida por R$ 65 em um desses mercados!

A Pousada Pedra do Mar faz parte do grupo EcoCharme e tem uma estrutura simples e confortável (Foto: RoadTrio)

A rede hoteleira da ilha pode ser dividida em três categorias: as pousadas domiciliares, que são casas de ilhéus com os preços mais acessíveis (em torno de R$ 250 a diária); as intermediárias, que são pousadas simples com um pouco mais de conforto, café da manhã e um atendimento superbacana, como foi o caso das pousadas do grupo EcoCharme que ficamos por 3 noites (leia a matéria das pousadas EcoCharme); e tem também aquelas pousadas de luxo, onde os preços sobem bastante, assim como o nível de conforto. Esse é o caso da Solar dos Ventos, localizada na Baía do Sueste. Nela, acordamos 2 dias com uma vista impagável, curtimos café da manhã no bangalô e dormimos com o delicioso barulho do mar (confira aqui a matéria completa sobre a Solar dos Ventos).

A Pousada Solar dos Ventos tem uma vista privilegiada da Baía do Sueste (Foto: RoadTrio)

A ilha é cheia de pousadas. Além dessas acima, outras bem conhecidas, mas com preços lá no alto são a do Zé Maria, que tem um festival gastronômico super famoso toda quarta-feira e sábado, e a Triboju, muito charmosa com seus grandes bangalôs temáticos e um restaurante delicioso.

Conhecemos também a Pousada Marcílio, que faz parte do grupo EcoCharme (Foto: RoadTrio)

| Onde comer

Assim como acontece com as hospedagens, existem opções de restaurantes que agradam quase todos os bolsos. Tudo depende de como você quer aproveitar a gastronomia local. Vale adiantar que dificilmente você fará uma refeição completa por menos de R$ 40. Essa é a realidade. Porém, você pode comprar coisas nos mercadinhos e cozinhar na pousada (se for permitido) ou até comprar lanchinhos para comer durante o dia e investir em apenas uma refeição por dia, como nós fizemos. Com isso, você também consegue aproveitar mais a praia sem ter pressa para voltar e procurar um restaurante.

Uma dica de lanche barato é a tapioca, que é muito bem servida e sai por volta de R$ 17. Essa refeição é vendida principalmente no centro, em restaurantes pequenos que também vendem açaí (ótima pedida!). O mais conhecido é o Mundo Verde. Aliás, o açaí com cupuaçu de Fernando de Noronha é bem recomendado!

Apesar disso, acreditamos que conhecer a culinária local faz toda a diferença em uma viagem. Vale a pena experimentar os principais restaurantes da região, que têm cardápios de dar água na boca. Caso você tenha alguns reais sobrando, aí vão algumas dicas de restaurantes imperdíveis.

O restaurante da Pousada Zé Maria é conhecido pelo Festival Gastronômico realizado quarta-feira e sábado (Foto: RoadTrio)

O programa queridinho dos famosos é o Festival Gastronômico do Zé Maria, que ocorre toda quarta-feira e sábado. O festival é muito concorrido, ele recebe de 150 a 200 pessoas por edição e, por isso, é preciso reservar. Como o nome sugere, o jantar tem muitas opções de comida, como peixes da região, camarões, farofas, carnes, comida japonesa, e por aí vai. Dificilmente você vai deixar de experimentar algum prato, já que tem opção para todos os gostos.

O pôr do sol visto do Mergulhão compete diretamente com o cardápio do restaurante (Foto: RoadTrio)

Outro local muito conhecido é o Restaurante Mergulhão. Além de um cardápio regado de frutos do mar e deliciosos coquetéis, o lugar se destaca pela linda vista da Praia do Porto, que proporciona um pôr do sol em cadeira cativa. Com tantas opções, vale investir no menu degustação, que oferece 4 entradas, 3 pratos principais e 2 sobremesas. Ótima escolha para provar o que o restaurante tem de melhor. Confira aqui a matéria completa sobre o restaurante.

Entre os restaurantes que mais gostamos está o Triboju (Foto: RoadTrio)

Nós também fomos no restaurante da Pousada Triboju, que é o mais bem avaliado no TripAdvisor. O cardápio conta com frutos do mar, carnes vermelhas, massas e risotos. Nós comemos de tudo um pouco e todos estavam completamente deliciosos. Talvez o mais saboroso de todos os restaurantes que fomos na ilha. (leia a matéria completa sobre o restaurante Triboju).

A linda vista e o delicioso cardápio de drinques e petiscos do Bar do Meio têm um custo alto (Foto: RoadTrio)

Outro local muito procurado pelos turistas é o Bar do Meio. Dificilmente você irá apreciar uma vista como essa em um restaurante, mas a paisagem vem com um preço igualmente fora do normal. Uma cerveja long neck sai por R$ 25. Para curtir o pôr do sol em um bangalô, é preciso consumir pelo menos R$ 300 no bar. Isso é Noronha! A nossa opinião: vá para tomar alguns drinques e só. Há lugares mais baratos para beber e mais bonitos para curtir o fim da tarde.

O Corveta tem saborosos pratos e um preço justo, principalmente comparado com outros da ilha (Foto: RoadTrio)

E para finalizar a lista de restaurantes gostosos, indicamos o Corveta. Localizado na Vila dos Remédios, ele tem um clima bem descontraído e o ambiente é muito agradável. De todos os restaurantes acima, esse é o mais em conta, com opções de pratos a partir de R$ 40. Para comparação, os três mais famosos (Zé Maria, Mergulhão e Triboju) dificilmente sairão por menos de R$ 200 por pessoa.

| Quando ir

A melhor época é: quando você estiver de férias. Não importa a estação, se você tiver apenas um determinado período para embarcar, vá! Porém, existem meses em que as diárias ficam mais em conta (entre março e junho), pois são meses de chuva. Nós pegamos alguns dias nublados, mas nada que tenha atrapalhado os nossos passeios. Os mergulhadores gostam de aproveitar os meses entre setembro e outubro, quando o mar fica perfeito. Já os surfistas, gostam das ondas de dezembro a fevereiro. Escolha a data e vá!

De qualquer lugar, a vista é incrivelmente linda, ainda mais com o Morro ao Pico de fundo (Foto: RoadTrio)

| O que fazer

Ih… a lista aqui é grande. A ilha tem muitas opções de passeios, mas caso você tenha pouca tempo e só quer ficar de bobeira, curtindo o sol e tomando uma cerveja nas lindas praias, já é um programa maravilhoso. A lista de praias para se conhecer é enorme: Sancho, Sueste, Leão, Conceição, Cacimba do Padre, Porcos, Bode, Boldró, Americano, e por aí vai… Logo mais faremos um guia especial sobre cada uma delas.

Mesmo com o dia fechado e um pouco de chuva, a praia do Leão tem uma beleza diferente com suas formações rochosas (Foto: RoadTrio)

Mas uma coisa é fato, os turistas vão em busca de atrações em alto mar. Isso porque a vida marinha na região é vasta, mas como a natureza é imprevisível, tudo dependerá da sorte do dia. Nós tivemos pontos altos e baixos durante nossos passeios, pois tiveram dias em que não vimos muitos animais e em outros fomos surpreendidos com espécies que nunca tínhamos visto. Mas, independentemente de qualquer coisa, o visual de qualquer lugar é recompensador.

Mergulho com cilindro

É um passeio que indicamos muito! Fernando de Noronha é conhecido por ter um dos melhores pontos mergulhos do mundo e não é para menos. Fizemos duas descidas, em pontos diferentes da ilha. Se a primeira vez não encantou tanto (a natureza é imprevisível), no segundo mergulho fomos surpreendidos com tartarugas, raias e dois tubarões!

A experiência de mergulhar com cilindro em Noronha foi o melhor investimento da viagem (Foto: RoadTrio)

Nós fomos com a empresa Águas Claras, uma das mais recomendadas e famosas da ilha. Por se tratar de um passeio tradicional e que requer muito profissionalismo, não pensamos duas vezes em aceitar o convite da empresa.

Para mergulhar, é preciso dedicar um período (manhã ou tarde) inteiro do seu dia. E o mais legal é que agora eles estão com uma promoção em que você paga R$ 50 a mais do batismo (que custa R$ 540) e faz um segundo mergulho. A dica é: faça! Em breve contaremos mais sobre essa experiência por aqui.

Ilha Tour

Outro passeio que muitas pessoas fazem é o ilha tour de carro, inclusive a Noronha Passeios realiza esse serviço. Nós dispensamos, pois não tínhamos muito tempo e somos adeptos aos passeios livres e que tenham contato com a natureza (principalmente pelo mar). Caso você tenha mais tempo para aproveitar, vale a pena fazer no primeiro dia para conhecer todas as praias e, a partir disso, escolher o roteiro que seguirá nos dias seguintes.

Passeio de barco

O que também recomendamos é a volta de catamarã pelo Mar de Dentro, que te leva para ver algumas praias. Nós fomos convidados pela Trovão dos Mares e fizemos o passeio das 9h às 13h (confira aqui a matéria sobre o passeio de catamarã). O roteiro foi muito interessante. Apesar de já termos conhecido algumas praias, foi curioso poder vê-las de outro ângulo.

O passeio de barco com a Trovão dos Mares é uma ótima pedida para quem quer conhecer, mesmo de longe, as principais praias (Foto: RoadTrio)

Vimos também muitos golfinhos nadando pertinho do barco, paramos na Baía do Sancho (voltaríamos todos os dias para essa praia) e fizemos um delicioso almoço em alto mar com peixes da região no cardápio. Depois do passeio, os viajantes também podem optar por fazer o PlanaSub, muito conhecido na região. Nada mais é do que uma pranchinha puxada pelo barco que te leva a observar a vida marinha com snorkel. Queríamos ter feito, mas o tempo era apertado demais.

Canoa havaiana

O passeio mais diferente que fizemos é também uma das atrações mais novas da ilha. Às 5h da manhã fomos até o Porto para nos encontrar com o Marcão da Canoe Clube. O passeio foi muito inusitado, pudemos ver o nascer do sol (outro espetáculo da ilha que poucos exploram), nadar perto do Morro de Fora e entramos na caverna do Capitão Kid (veja aqui a matéria completa sobre o passeio de canoa). Essa última parada não faz parte do roteiro oficial, mas como não conseguimos ver golfinhos, auge do passeio, fomos compensados com uma piscina natural privativa. Se você fizer esse passeio com ele, comente sobre a caverna que ele promete levar se a maré permitir.

Nem todos aproveitam, mas o nascer do sol em Noronha também deve entrar no seu roteiro (Foto: RoadTrio)

Baía do Sancho

Esse é um dos passeios que você tem que fazer “sim ou sim”, já que a praia mais bonita do mundo não pode ficar de fora do seu roteiro. Para entrar na Baía é preciso passar pelo PIC (Posto de Informação e Controle) e apresentar sua carteirinha. Chegue cedo para aproveitar ao máximo. Depois de entrar na região do parque, siga por uma trilha até a escadaria que leva à praia. Mas controle sua ansiedade e siga em direção (ao lado esquerdo) ao Mirante da Baía dos Golfinhos.

Durante a trilha que liga a entrada da Baía do Sancho e o Mirando dos Golfinhos, você terá uma vista dos Dois Irmão, ao fundo (Foto: RoadTrio)

No percurso de 1 km você vai encontrar diversos pontos para ver a praia do alto até chegar a um maior, onde dezenas de golfinhos rotadores dão um show. Lá no alto tem sempre alguns binóculos para ver os golfinhos de perto e um profissional do parque responsável pela contagem dos animais. No dia que fomos, segundo a contagem, tinham mais de 130 golfinhos por lá!

O azul da água da Baía do Sancho impressiona (Foto: RoadTrio)

Depois, dedique algumas horinhas para curtir a praia. Para chegar nela, é preciso descer uma escadaria íngreme que assusta alguns turistas, mas, confie, vale a pena! Após passar algumas horas (ou o dia todo) na praia, volte para a escadaria e finalize com a trilha em direção ao mirante do Morro Dois Irmãos (Mirante da Baía do Sancho). O visual é um dos mais lindos que já vimos.

Trilhas

Para completar de forma bem resumida a lista, existem as trilhas. As mais conhecidas são as do Atalaia, dos Abreus e do Morro de Fora. A primeira conta com duas opções: curta, com 2h de duração que não precisa levar guia, mas é preciso reservar horário; e a mais longa, com quase 4h de duração e custa em média R$ 150.

A dos Abreus também precisa fazer um  pré-agendamento na Sede do ICMBio. Lembre-se que cada visitante/condutor tem o direito de agendar no máximo 6 pessoas. Veja os horários para agendamento. A do Morro de Fora não precisa agendar, mas é aconselhável ter muito cuidado e atenção.

Ponta da Air France e Capela São Pedro dos Pescadores

Em um mesmo local estão dois pontos turísticos conhecidos pela sua linda vista: a Ponta da Air France e a Capela São Pedro dos Pescadores. O primeiro é onde se encontram o Mar de Dentro e o Mar de Fora. É um lugar histórico em que se instalaram os franceses para prestar apoio à aviação e pousavam seus hidroaviões. Já a capela tem um toque rústico e realiza missas de segundas-feiras aos sábados, às 18h, horário do pôr do sol. Dali também é possível ver o nascer do sol. Imperdível.

Não deixe de apreciar a vista da Capela de São Pedro dos Pescadores (Foto: RoadTrio)

| Pôr do Sol

Em Fernando de Noronha o ideal é ver o pôr do sol cada dia em um local. Nós, infelizmente, não pudemos aproveitar muito essa maior atração, pois estava com o tempo fechado e alguns dias chovendo. Porém, separamos os lugares mais recomendados pelos locais.

Em primeiro lugar, é bom saber o horário que ele está se pondo na época do ano que você for. A gente começava a se “mexer” em busca do sol por volta das 17h, pois às 18h ele já estava praticamente fora de cena. Entre os lugares mais indicados estão: Mirante do Boldró (esse é o mais turístico, por isso não o mais recomendado), Forte dos Remédios, Capela de São Pedro, Pedra do Bode (na Praia do Bode), Restaurante Mergulhão e Bar do Meio.

Esse é o pôr do sol do Bar do Meio, um dos melhores locais para curtir o momento (Foto: RoadTrio)

| Quanto custa (resumo)

Como você já deve ter percebido, Noronha não é um destino barato. Mas acredite: vale cada centavo. Separamos o valor de alguns itens, mas eles podem alterar de acordo com a temporada.

Passagem aérea: cerca de R$ 2.000

Taxas obrigatórias: R$ 68,74 (por dia) + R$ 99 (para brasileiros, para entrar no Parque Nacional Marinho)

Passeios:

  • Mergulho: R$ 540 (+ R$ 50 pelo segundo mergulho)
  • Barco: R$ 250 (+ R$ 50 PlanaSub)
  • Canoa Havaiana: R$ 130
  • Trilha Atalaia: R$ 150

Hospedagem: cerca de R$ 600 (pousada simples)

Alimentação/restaurante: cerca de R$ 60 diária em locais simples ou R$ 250 diária em restaurantes mais sofisticados.

Bebidas (média):

  • Água: R$ 5 a 8
  • Suco natural: R$ 12,5 a 17
  • Cerveja Skol: R$ 8 a 12
  • Cerveja Heineken: R$ 15 a 20

Transporte

  • Buggy: R$ 220 diária | Gasolina: R$ 5,79 litro
  • Ônibus publico: R$ 5 por bilhete
  • Táxi: mínimo de R$ 20 por corrida
  • Bicicleta elétrica: R$ 25 (diária das 8h às 18h)

Equipamentos: compre snorkel e pé de pato. Isso fará você economizar muito na ilha.

*Todos os valores são referentes ao mês de junho/2017.

| Localização e história

Fernando de Noronha fica em um lugar privilegiado no Oceano Atlântico. É um arquipélago do estado de Pernambuco formado por 21 ilhas, ilhotas e rochedos de origem vulcânica. A ilha ocupa uma área total de 26 km², sendo 17 km² são da ilha principal.

Acredite ou não, nessa época esse paraíso foi transformado em um presídio. Durante esse período, houve muito desmatamento para a construção de vilas e fortes.

 

Entre altos e baixos, em 1988 o território foi reintegrado ao estado de Pernambuco e uma área de 26 quilômetros quadrados se transformou no Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha. Em 2001, a ilha foi declarada Patrimônio Mundial Natural pela Unesco.

De acordo com a história oficial, o primeiro homem a descrevê-la foi Américo Vespúcio, em expedição realizada entre 1503 e 1504. Após seu descobrimento, a ilha foi doada ao português responsável por financiar a expedição, Fernão de Loronha – dai o nome atual -, convertida na primeira capitania hereditária do Brasil.

Por estar em um ponto vulnerável e na rota de grandes navegações, Fernando de Noronha foi cobiçada e ocupada por diferentes povos, incluindo ingleses, holandeses e franceses. Para impedir essas invasões, em 1737, Portugal fez a ocupação definitiva por meio da Capitania de Pernambuco.

Informações gerais

Site: http://www.noronha.pe.gov.br/

DDD: 81

Estado: Pernambuco

Distância de outras cidades: Natal 55 minutos de voo, Recife 1h20 de voo

Internet: para nós, jornalistas, que queríamos atualizar nossos leitores em tempo real foi um pouco complicado, pois o sinal é bem inconstante, mas no fim desconectar faz parte da graça da ilha. Sinal 3G e 4G pegam mal e WiFi é bastante lento em quase todos os locais.

Voltagem: 220v

 

**O RoadTrio viajou para Fernando de Noronha com a parceria de Noronha Passeios, Pousada Solar dos Ventos, Pousada EcoCharme, Restaurante Mergulhão, Bar do Meio, Pousada Triboju, Pousada Zé Maria, Águas Claras, Noronha Canoe Clube, Trovão dos Mares e Flamboyant Info Noronha.

Sobre o autor

Em 2011, a jornalista morou na Europa, onde foi travel-writer para o Guia Criativo para O Viajante Independente na Europa. De volta ao Brasil, não quer se limitar às paredes de um escritório e fez do seu hobby uma nova profissão.

14 Respostas

    • RoadTrio

      Pois é! Às vezes deixamos o Brasil de lado na hora de escolher o nosso próximo destino. Fernando de Noronha é incrível!

      Responder
    • RoadTrio

      Vale voltar sempre, né? Nós ficamos completamente apaixonados pela energia do local.

      Responder
  1. Pollyane Martins | www.diariodepolly.com |

    Ca-ram-ba! Acho que nunca vi um post tão completo sobre Noronha e que me fizesse querer taaaanto ir pra lá! Amei todas as dicas, informações e fotos! Muitíssimo obrigada por compartilhar. Mal posso esperar para conseguir visitar esse paraíso. Beijo grande.

    Responder
    • RoadTrio

      Que bom que você gostou! Vale a pena visitar esse paraíso brasileiro. Você vai se apaixonar. Precisando de dicas, é só falar!

      Responder
    • RoadTrio

      Oi, Christian! Espero que curta muito a sua viagem com as nossas dicas. Precisando de algo, estamos aqui.

      Responder
  2. angela sant anna

    noronha é meu sonhoooo! esse guia tá completaço e adorei as fotos! a unica coisa que me impede é o preço desse destino, como vc falou ali, hospedagem é salgada demaaaais

    Responder
    • RoadTrio

      Angela, realmente o preço é alto. Mas vale a pena o investimento! O lugar é o paraíso, de verdade.

      Responder
  3. Andrea

    Fernando de Noronha é um mundo a parte, que sou louca para conhecer… Post super completo e com dicas mto bacanas. Adorei.

    Responder
    • RoadTrio

      Que bom que gostou, Andrea! O lugar vale muito a pena e sabemos da importância dessas dicas ;)

      Responder
  4. antonio carlos

    A historia da ilha que é mal contada, o que não comunga com sua beleza. Há pouca certeza se Américo Vespúcio fez mesmo a viagem para as Américas, mas, deixou seu nome a terra ao descrever em livro a descoberta de novas terra, as quais foram primeiramente chamadas pelos europeus de terras de Américo, com o tempo passou a ser América. Ele era cartografo, em seus mapas, por sinal, maus elaborados, não consta Fernando de Noronha.

    Responder
    • RoadTrio

      Realmente, como tudo na história, nunca teremos certeza de todos os fatos. Achamos interessante contar a história que se conta principalmente em fontes oficiais. Apenas como curiosidade, uma vez que quando fomos, nos questionamos bastante sobre essas informações.

      Responder

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