Depois de conhecer os Geysers del Tatio, o Valle de la Luna e o Valle de la Muerte, mais um dia que começa de madrugada no Deserto do Atacama. Saímos do hotel às 6h da manhã para poder aproveitar o passeio que estávamos super ansiosos para fazer: visitar as Lagunas Altiplânicas. A 115 km de San Pedro, elas ficam dentro a Reserva Nacional Los Flamencos. Difícil de imaginar que no meio do deserto e no alto de uma montanha é possível ter lagoas. E não é qualquer uma, são duas totalmente surreais, de cor azul intenso e margens brancas.


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Apesar das fotos que vimos na internet, estar no local foi totalmente surpreendente. O guia da Grado 10, JJ, nos deixou logo na entrada da reserva e fomos caminhando até as lagoas. A primeira visita foi a Laguna Miscanti, com 15 quilômetros quadrados, ela recebe água de rios subterrâneos, de vertentes termais e das chuvas de verão. Entre montanhas (com neve, se você der sorte), o visual é deslumbrante.  Parece até uma pintura!

Laguna Miscanti (Foto: RoadTrio)

Laguna Miscanti (Foto: RoadTrio)

Caminhamos mais alguns minutos até a Laguna Miñiques. Com apenas 1,5 quilômetros quadrados, ela é abastecida pela lagoa ao lado por meio de um canal subterrâneo. É difícil dizer qual é mais bonita. Com a imagem das montanhas e vulcões refletindo na água, ficamos por lá para um café da manhã reforçado. O ponto positivo de termos saído tão cedo com a Grado 10 foi que não tinham turistas enquanto estávamos lá. A maioria dos tours começa a chegar depois das 10h da manhã.

Laguna Miñiques (Foto: RoadTrio)

Laguna Miñiques (Foto: RoadTrio)

O silêncio era interrompido apenas pelo vento. Foi um momento mágico. Em meio a uma região repleta de vegetação dourada, vimos muitas vicunhas, animais que lembram as lhamas. Uma curiosidade, antigamente era permitido chegar perto e até nadar nas lagunas, mas para preservar a fauna, tudo isso foi proibido e os turistas agora ficam limitados a um caminho de pedra.

De lá partimos para o Salar de Atacama, mas antes fizemos uma parada no vilarejo de Socaire, um pequeno povoado atacamenho onde há uma igreja feita de barro e argila. Mais interessante do que bonita, essa é uma parada rápida e serviu para entender melhor a vida local.

Vilarejo de Socaire (Foto: RoadTrio)

Vilarejo de Socaire (Foto: RoadTrio)

Passeamos de caminhão pelo Salar de Atacama e, claro, vimos muito sal por todos os lados durante todo o trajeto. Com 3 mil quadrados de extensão, esse é o terceiro maior salar do mundo, ficando atrás somente do Great Salt Lake, nos EUA, e do Salar de Uyuni, na Bolívia. O salar, segundo o nosso guia, é formado pela evaporação de águas salinas subterrâneas. Simplificando a explicação, a água evapora e o vapor carrega partículas de sal. Uma pequena quantidade desse sal, cerca de 3%, é pesada demais e acaba se acumulando no solo. É um processo lentíssimo, mas causa um efeito lindo.

Paramos quando chegamos na Laguna Chaxa. Essa deveria ser a parada para observar os flamingos e as gaivotas andinas. Deveria. Tinham pouquíssimos no local e nem conseguimos chegar perto. Confesso que esperava mais.

Laguna Chaxa (Foto: RoadTrio)

Laguna Chaxa (Foto: RoadTrio)

Já no caminho de volta a San Pedro do Atacama, fizemos a nossa última parada em Tocanao, vilarejo produtor de frutas e hortaliças da região. Não tem muito o que se ver na cidade, apenas a pracinha central que foi reformada há alguns anos e tem uma igreja do século XVIII.

Confira mais algumas fotos

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Informações

Valor: $ 50.000 pesos + $5.500 pesos da entrada dos parques (Salar de Atacama + Lagoas Altiplânicas)
Horário: 6h às 14h30
O que levar: muita água, protetor solar, óculos escuro e uma roupa mais quente, pois pela manhã é muito frio.

 

Sobre o autor

Virou publicitário para poder viajar – e deu certo! Já morou na Europa, nos Estados Unidos e quase foi parar nos Emirados Árabes. Está sempre em busca de uma boa história para contar e um bom ângulo para fotografar.

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