As atividades começaram cedo, com um passeio ao Geysers del Tatio saindo logo às 4h30 da manhã. Mas ainda teríamos boas surpresas pela frente. Para completar o nosso primeiro dia no Deserto do Atacama, fomos convidados novamente pela Grado 10 para o passeio mais tradicional do Atacama: Valle de la Luna e Valle de la Muerte. E logo descobrimos porque esse é o destino favorito dos viajantes. Foi uma das paisagens mais lindas, principalmente por conta do pôr do sol.

Antes de tudo, prepare-se: nesse tour você caminhará bastante. Por isso, é importante ir preparado com tênis confortável e uma roupa leve, porém, não se esqueça de levar um casaco mais quente, já que no fim da tarde faz frio no deserto. A região, que é bem próxima de San Pedro de Atacama, é formada pela mistura de sal, argila e pela erosão natural causada pelos ventos, o que resultou em uma paisagem muito diferente e com uma energia única.

Valle de la Luna

Valle de la Luna (Foto: RoadTrio)

A primeira parada foi no Valle de la Luna. Seu nome é uma referência à geografia local que lembra o solo lunar. O Valle faz parte da Cordilheira de Sal e pertence a Reserva Nacional Los Flamencos. Além da peculiaridade do solo, que é coberto por uma fina camada de sal (parece até neve), dunas e formações rochosas causadas por transformações terrestres dão a impressão de que você está em outro planeta.


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No caminho, paramos rapidamente para observar a escultura de sal conhecidas como “Três Marias”. Ok, não é tão fácil de imaginar as Marias, até porque agora são apenas duas, uma vez que um turista subiu na pedra para tirar foto e ela se quebrou. Uma pena!

Valle de la Luna - Três Marias

As Três Marias no Valle de la Luna (Foto: RoadTrio)

A próxima parada foi para uma caminhada entre as montanhas do vale. O percurso não é tão longo, mas por ser uma subida íngreme, é aconselhável ir devagar (lembre-se, você está a quase 2.500 metros de altitude!) e deixar os pertences no carro. Se lá embaixo o cenário já era lindo, imagine ver uma imensidão de terras e rochas do alto de uma montanha? O sol estava começando a ficar mais baixo, o que deixou o céu com diversas cores. O guia nos deixou à vontade por uns 30 minutos para caminharmos pelo topo da montanha e tirarmos fotos.

Valle de la Luna - Dunas

Dunas e rochas pelo Valle de la Luna (Foto: RoadTrio)

Quando o relógio marcava 18h, descemos para que pudéssemos ir até o Valle de la Muerte e ver o famoso pôr do sol. É interessante saber que o nome do local nada tem a ver com alguma história macabra. Na verdade a região era chamada de Valle de la Marte, devido à cor vermelha da argila e ao visual inóspito. A mudança veio por conta missionário belga Gustavo Le Paige. Com um sotaque muito carregado, Gustavo fazia com que a pronuncia de “marte” soasse como “muerte” e os locais acabaram rebatizando o vale. Mas também existem lendas sobre o lugar, como a existência de um cemitério indígena na região. Vai saber!

O passeio pelo Valle de la Muerte é bem mais legal do que o da Luna, pois você caminhará dentro do vale, perceberá as formações rochosas e, quem sabe, verá lagos formados pela saturação da chuva (algo raro).

Valle de la Muerte

Valle de la Muerte (Foto: RoadTrio)

Para a hora do show, fomos até a famosa Pedra del Coyote. A fila para tirar foto na pedra é muito grande e não vale perder muito tempo. Invista os minutos que têm lá para apreciar a vista. O pôr do sol é um espetáculo que acontece rapidamente e pinta o céu de diversas cores. Vermelho, laranja, amarelo e rosa… Repare que não só o céu, mas toda a paisagem se transforma conforme o sol baixa.

Valle de la Muerte

Pôr do sol no Valle de la Muerte (Foto: RoadTrio)

E foi assim que encerramos o primeiro dia: deslumbrados com a beleza e a simplicidade do deserto. 

Confira mais algumas fotos

Informações

Valor: $15.000 + $3.000 pesos chilenos ($ 2.500 pesos para estudante) para entrar no Valle de la Luna.

Horário: 16h às 20h.

O que levar: vá com calçado adequado para caminhada, leve água, óculos de sol e uma blusa para o fim do dia.

Sobre o autor

Em 2011, a jornalista morou na Europa, onde foi travel-writer para o Guia Criativo para O Viajante Independente na Europa. De volta ao Brasil, não quer se limitar às paredes de um escritório e fez do seu hobby uma nova profissão.

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