Antes de embarcarmos, já tínhamos sido avisados que o passeio mais impressionante no Deserto do Atacama era o Salar de Tara. E, sem dúvida, ele é o mais lindo e completo de todos: com animais (flamingos e vicunhas), vulcões, rochas centenárias e muito sal. Hoje quase todas as empresas já realizam esse passeio, mas ele é bem caro devido a distância: 140 quilômetros de San Pedro de Atacama.

Como a Grado 10 (nossa agência preferida no Atacama) não realiza mais esse passeio, fechamos com a Vive Atacama. Apesar de termos aproveitado muito o tour, não recomendamos essa agência. A Vive nos colocou em uma van de outra agência, pois eles não conseguiram fechar com o número de pessoas suficiente. Ok, isso é uma prática comum no Atacama, mas o nosso motorista-guia quase dormiu ao volante (!!!) e não sabia nenhuma informação sobre a região. Uma pena!

Bom, não deixamos que esses probleminhas estragassem o tour que estávamos mais esperando. O começo da viagem é por estradas asfaltadas, mas, de repente, a van dá uma guinada para a esquerda e aí não tem mais estrada. Você está no meio do deserto sem nenhuma referência. É uma sensação indescritível. Tirando o balanço do carro, você fica completamente boquiaberto com a imensidão de areia e pedra.

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A entrada do salar já impressiona com a sua bela paisagem (Foto: RoadTrio)

O Salar de Tara fica dentro da Reserva Nacional Los Flamencos e a nossa primeira parada foi nos Monges de la Pacana, que são os verdadeiros moais atacamenhos. Dentre as enormes rochas verticais de 30 metros de altura, uma delas se destaca e é considerada a guardiã do deserto. Estacionamos próximos dessa pedra para tomarmos um breve café da manhã. Lá soubemos que uma turista do nosso grupo estava fazendo aniversário e então nosso guia decidiu que não faria a rota tradicional e seguiria por um roteiro mais longo. Ok, pontos para ele.

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A guardiã do Salar de Tara (Foto: RoadTrio)

O passeio seguiu para uma região coberta por pedras vulcânicas. Estávamos na cratera de um vulcão extinto há centenas de anos, mas conseguímos sentir que o solo ainda é um pouco aquecido. Em poucas palavras nosso guia explicou algo sobre a região e apanhou algumas pedras vulcânicas no chão. As rochas, que parecem vidro escuro, são pequenas e tão diferentes que a vontade é fazer uma coleção e levar todas para casa. Quando estiver por lá, deixe o solo de lado por um momento e aprecie a vista imperdível do local. Nada de um lado, nada do outro. Um silêncio ensurdecedor!


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Embarcamos de volta na van e fomos até a fronteira entre a Bolívia e o Chile. É uma divisa invisível, claro, e a única coisa que nos lembra que estamos em outro país é uma pequena rocha com a inscrição “Chile / Bolívia”. Essa foi uma parada rápida. Não tem muito que se falar, mas vale a pena pela vista sempre incrível.

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Pedra que marca a divisa entre o Chile e a Bolívia (Foto: RoadTrio)

Já estávamos próximos do horário do almoço quando chegamos ao tão esperado Salar de Tara, a 4.300 metros de altitude. O local é a coisa mais indescritível que já vimos na vida. De um lado, as Catedrais de Tara, que é um paredão de pedras amarelas que se assemelham a um grande castelo. Do outro, Rochas, águas, vegetação… Tudo muito colorido e diferente.

O guia nos deixou no topo do salar e tivemos tempo para caminhar e apreciar a vista enquanto nosso almoço era preparado lá em baixo. Claro, é preciso e irresistível tirar fotos, mas, de novo, deixe um pouco a câmera de lado e aproveite o local, sinta a energia e a maravilha que está a sua frente.

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A mistura de cores no Salar de Tara é indescritível (Foto: RoadTrio)

O almoço foi quase simbólico: arroz e frango, sem muita frescura. Mas garanto que ninguém ali se importou com o sabor. O verdadeiro banquete daquela tarde era para os olhos.

De lá, voltamos sacolejando no carro com pequenas paradas para observar a imensidão desse deserto.

Confira mais foto do tour pelo Salar de Tara:

 

Informações

Valor: $ 45.000 pesos chilenos
Horário: 8h às 16h30
O que levar: vá vestido em camadas, pois pela manhã é bastante frio, mas o dia vai passando e o calor vai surgindo. Leve bastante água, protetor solar e óculos escuro.

Sobre o autor

Virou publicitário para poder viajar – e deu certo! Já morou na Europa, nos Estados Unidos e quase foi parar nos Emirados Árabes. Está sempre em busca de uma boa história para contar e um bom ângulo para fotografar.

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