Pode não parecer, mas Foz do Iguaçu é muito mais do que se imagina. O lugar com certeza surpreenderá os visitantes, seja pelas lindas Cataratas ou pela Itaipu Binacional – uma das sete maravilhas do mundo moderno -, mas uma das grandes surpresas da viagem foi um salto de paraquedas.Visitamos o município a convite da Itaipu Binacional e voltamos completamente apaixonados.03

Como grande fã de esportes radicais, programei o salto de paraquedas para o último dia e, assim, fechei a viagem com chave de ouro. Cheguei bem cedo na área onde fica a SkyDive Foz  para me preparar para o salto. O lugar é muito bonito, rodeado de verde por todos os cantos e apenas uma escola no local.

Assim que mais dois clientes/aventureiros chegaram, começamos a nos paramentar. O primeiro passo foi uma rápida aula prática de 10 minutos sobre o que fazer quando estamos lá no alto:, ainda dentro do avião, na hora que saltamos, na hora em que o paraquedas abre e, finalmente, na hora de pousar.

Não tem segredo e também não precisa se preocupar: os profissionais que realizam saltos duplos têm milhares de saltos no currículo. Na alta temporada, por exemplo, eles chegam a fazer cerca de 7 saltos por dia.

Visual da Itaipu Binacional (Foto: RoadTrio)

Tudo preparado, é hora de entrar no avião, um Pilatus Porter PC-6 de fabricação suíça, que nos espera na pista de decolagem. Nesta vez, estávamos em 3 duplas + dois câmeras, além de piloto e co-piloto. Assim que o avião decolou já começamos a ver do alto a Itaipu Binacional, a Ponte da Amizade – que divide Brasil e Paraguai -, além de ver exatamente onde começa e onde termina Foz do Iguaçu e Ciudad del Este, divididas pelo Rio Iguaçu.

O que muitos se perguntam é se dá para ver as Cataratas do Iguaçu. “Si, pero no mucho”. Como ela fica no lado oposto da cidade conseguimos ver apenas a fumaça de água que sobe das quedas, no Parque Nacional do Iguaçu.

Dentro do avião, só observando onde eu estava me enfiando (Foto: RoadTrio)

Subimos cerca de 4 mil metros em 15 minutos, mas pouco mais da metade do caminho o instrutor faz os ajustes finais. É nessa hora que colocamos os óculos, nos prendemos aos profissionais e esperamos a porta do avião se abrir. E aí vem aquele frio na barriga.


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Fui a primeira a saltar e nem consigo descrever a adrenalina nesse momento. O altímetro que fica no braço do instrutor apontou a altitude perfeita, o meu câmera saltou alguns segundos antes e, em seguida, lá fui eu! Pernas para fora do avião, cabeça encaixada no instrutor, sorrisão no rosto e “se joga”. Não dá
nem tempo de pensar em desistir, pode acreditar. Na hora, você não tem que se preocupar praticamente com nada, a não ser se divertir. O trabalho braçal e a responsabilidade fica por conta do seu instrutor.

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Colocou as pernas para fora, não tem volta (Foto: RoadTrio)

São aproximadamente 40 segundos em queda livre antes do paraquedas ser acionado e, quando a velocidade se aproxima dos 200 km/h, somos puxados para cima com a força da abertura do equipamento e, em seguida, mais 9 minutos sobrevoando o local. Dependendo do clima, você consegue cruzar algumas nuvens no meio, mas não foi o meu caso desta vez. O instrutor até entrega as ‘rédias’ para você guiar o paraquedas por alguns segundos.

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Nem precisa de legenda… Maravilhoso! (Foto: RoadTrio)

Quando fui avisada que iríamos pousar, só conseguia pensar em uma coisa: “mas já?”, “será que chegando lá eles me deixam subir de novo?”, “como eu vou explicar essa sensação para os outros?”…

Depois de saltar é só curtir os 40 segundos de queda livre (Foto: RoadTrio)

A sensação de liberdade é única, a adrenalina é altíssima, o visual é maravilhoso e a experiência é incrível. Mas para entender um pouquinho melhor o que eu estou falando, é mais fácil você assistir ao vídeo abaixo:

| Fique atento

Para saltar é necessário estar em bom estado de saúde, ter mais de 18 anos de idade e pesar até 95 quilos – acima disso, depende da avaliação dos instrutores.

A empresa recomenda que o turista separe no mínimo três horas para o salto (preparação, orientação e salto) e ele depende 100% das condições climáticas, podendo ser adiado.

Não sei o seu grau de coragem, mas eu acho que todo mundo deveria experimentar isso uma vez na vida.

O câmera que salta com você fica muito pertinho durante a queda (Foto: RoadTrio)

| Sobre a SkyDive Foz

Em 2016 a SkyDive Foz completa 3 anos de atuação. Ela opera sua área de salto de paraquedas dentro dos mais altos padrões de segurança e sob a regulação das normas da Confederação Brasileira de Paraquedismo – CBPQ. Além disso, é filiada à Federação Paranaense de Paraquedismo – FEPAR.

Com mais de 3.500 saltos, Thiago Ramon Peretti foi o responsável por levar o esporte para Foz do Iguaçu. Em 2012, a empresa tinha uma equipe de 12 profissionais, sendo que 10 vieram de outros Estados.

Inicialmente a escola era conhecida como Drago Air e realizava os saltos em Ponta Grossa, Paraná. Mas o visual da cidade de Foz do Iguaçu foi um dos pontos fundamentais para a instalação da empresa por lá.

Veja mais fotos do salto de paraquedas na galeria abaixo:

| Preço

O preço do salto de paraquedas é um pouco salgado, mas vale a pena cada centavo do investimento:

Salto duplo: R$ 590 brasileiros / U$ 220 gringos
Câmera na mão do instrutor com fotos: R$250 brasileiros / U$ 80 gringos
Câmera externo com vídeo e foto: R$ 360 brasileiros / U$ 120 gringos

Os 40 segundos passam rápidos… Mas depois tem mais 9 minutos de voo (Foto: RoadTrio)

| Serviço

Endereço: Rua Ângela Aparecida Andrade, 97

Horario: De segunda a sexta, das 9h até o pôr do sol. Sábados, domingos e
feriados, das 8h até o pôr do sol

Telefone: (45) 3027-5070 / (45) 9148-9756

Site: www.skydivefoz.com

É recomendável agendar o salto antes.

*O RoadTrio viajou para Foz do Iguaçu a convite da Itaipu Binacional

Sobre o autor

Formada em jornalismo, já passou algumas temporadas na Califórnia e em Barcelona. Os anos de cobertura de Semanas de Moda internacionais passaram e fizeram com que ela descobrisse que o seu verdadeiro estilo é viajar.

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