Texto escrito pelo leitora Alessandra Matsumi

Uma das metas que tinha definido para 2016 era a de fazer a minha primeira viagem internacional. Pesquisei inúmeros destinos que seriam boas opções para o período em sairia de férias (fim de setembro deste ano) e o Chile ganhou meu coração. Além de ser um país com lugares lindos, os preços de passagem, hospedagem e passeios são bem acessíveis e até mais baratos que alguns destinos nacionais.

As passagens de ida e volta foram compradas da Latam e custaram menos que R$ 700, na classe econômica, e o serviço de bordo é muito bom! Fui com uma amiga e embarcamos no dia 18 de setembro e voltamos no dia 26 do mesmo mês.

Nosso destino foi Santiago. Chegamos na cidade bem no feriado das Festas Pátrias, equivalente ao nosso feriado de Independência. Diferente do Brasil, toda a cidade para e celebra a data, os comércios fecham e a capital estava vazia em plena segunda-feira. No nosso primeiro dia, optamos pelos pontos turísticos que estavam funcionando e a nossa primeira parada foi no Parque Metropolitano de Santiago que abriga o Zoológico Municipal e o Cerro San Cristóbal.

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Vista do mirante do Cerro San Cristóbal (Foto: Alessandra Matsumi)

Pagamos 2.600 pesos chilenos (aproximadamente R$ 12,59) para subir até o topo Cerro a bordo do furnicular, parente do nosso bondinho, mas é mais parecido com um elevador. A vista do mirante é linda! É possível ver toda a cidade de Santiago e as Cordilheiras dos Andes. Lá no alto também é possível visitar a estátua da Virgen de la Inmaculada Concepción (Nossa Senhora da Conceição), que tem mais de 14 metros de altura, e o santuário da santa. É muito bonito e o lugar traz uma paz imensa. Ainda lá no alto, experimentamos uma famosa bebida chilena: o Mote con Huesillos. O drinque é bem doce à base de trigo e pêssegos desidratados, muito consumida pelos chilenos. Essa bebida é vendida em todos os lugares.

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O tal do Mote con Huesillos (Foto: Alessandra Matsumi)

Aproveitamos que estávamos perto e fomos almoçar no Pátio Bellavista, um centro comercial a céu aberto que conta com diversos restaurantes, bares e lojinhas de souvenirs famoso em Santiago. Lá é possível encontrar todo tipo de comida e com diferentes preços. A propósito, a alimentação é bem cara em Santiago e, por isso, optamos por fast food e pizza em várias refeições durante a viagem para economizar. O Pátio Bellavista fica bem próximo ao metrô Baquedano, fácil de chegar sem segredos.


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Ainda no primeiro dia, fomos até o Sky Costanera, o prédio mais alto da América Latina com 300 metros de altura e 61 andares. Como era feriado em Santiago, pagamos um pouco mais caro no ingresso para subir até o topo, mas vale cada centavo (os tickets variam entre  R$ 14,50 e R$ 67,40). Fomos perto do fim do dia para poder acompanhar o pôr do sol que dizem ser um dos mais bonitos da cidade. E realmente foi de tirar o fôlego!

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Vista do Sky Costanera (Foto: Alessandra Matsumi)

Na parte de baixo do Sky Costanera, fica o shopping Costanera Center, um dos maiores de Santiago e, já que estávamos por lá, resolvemos jantar no Hard Rock Café (bem coisa de turista mesmo). O local segue os padrões da rede e os hambúrgueres eram deliciosos.

No segundo dia, com a cidade já de volta ao normal, fizemos o city tour pelo centro de Santiago. Pararmos no Palácio de La Moneda, sede da Presidência da República do Chile, tivemos a sorte de acompanhar a troca da guarda que acontece a cada dois dias. Em uma semana, ela acontece nos dias pares, e na semana seguinte, nos dias ímpares. A cerimônia dura cerca de 20 minutos e é bem bonito! Para nossa surpresa, em um dos momentos a fanfarra da guarda chilena tocou a música Aquarela do Brasil e os turistas brasileiros aplaudiram em peso!

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Troca da guarda no Palácio de La Moneda (Foto: Alessandra Matsumi)

 

Cajón Del Maipo

No dia seguinte, escapamos de Santiago e fomos fazer o passeio para o Cajón Del Maipo, localizado a 100km de Santiago, nos pés da Cordilheira dos Andes. O tour guiado dura cerca de 8 horas e, a principal atração é a parada em Embase El Yeso, uma lagoa entre as montanhas que abriga a principal fonte de água potável chilena. A paisagem é SENSACIONAL, umas das mais lindas que já vi até hoje.

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Oásis no meio da Cordilheira dos Andes. Uma paisagem de tirar o fôlego (Foto: Alessandra Matsumi)

 

Dia de neve

No outro dia, ainda fora de Santiago, foi a hora de conhecer o Valle Nevado, uma das mais famosas estações de ski do mundo e que está há 46km de Santiago. Iríamos também para Farellones e El Colorado, mas como a primavera já tinha chegado, as estações estavam fechadas porque a neve já tinha derretido. Por isso, quem quer ver neve mesmo, precisa ir para o Chile entre maio e agosto.

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Vista da estação de ski do Valle Nevado (Foto: Alessandra Matsumi)

O complexo de ski fica a mais de 6 mil metros de altitude e, para chegar até lá, é preciso enfrentar uma estrada com 40 curvas muito acentuadas para subir as cordilheiras. Quem tem sofre com enjoos é preciso estar preparado! Mas chegando lá, a paisagem compensa! É lindo ver as montanhas cobertas de neve! Se quer esquiar, prepare o bolso: o aluguel das roupas próprias para ski ou snowboard + uma aula para iniciantes custa cerca de R$ 700 por hora.

Nesse dia, optamos por almoçar dentro do Valle Nevado, pois o complexo conta com diversos restaurantes e bares. Escolhemos o La Leñera e pedimos um fondue de queijo e uma garrafa de vinho. A refeição completa custou cerca de R$200 para duas pessoas, preço justo pelo local, pela vista e pelo atendimento.

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Almoço no La Leñera (Foto: Alessandra Matsumi)

 

Das montanhas para o Pacífico

No quinto dia da viagem fomos fazer o tour guiado para Viña Del Mar e Valparaíso que são cidades litorâneas do Chile e estão a cerca de 130 km de Santiago.

No pacote que compramos estavam inclusas visitas em duas vinícolas diferentes no caminho para Valparaíso. A primeira foi a vinícola Quintay e a segunda foi na Bodega Re, ambas com parada para degustação. Aprendemos que entre janeiro e maio, é possível visitar as vinícolas e provar as uvas, pois as parreiras estarão quase prontas para a colheita da próxima safra.

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Degustação de vinhos nas vinícolas Quintay e Bodega Re (Foto: Alessandra Matsumi)

Chegando em Valparaíso, podemos ver que grande parte da cidade foi construída em cima das montanhas e lembram muito as nossas favelas e comunidades do Rio de Janeiro, só que um pouco mais coloridas e com casas de diferentes tipos de arquitetura.

Depois seguimos para Viña Del Mar, é uma cidade que lembra bastante o estilo de Florianópolis e andamos em uma estrada que beirava o mar do Oceano Pacífico. Paramos por cerca de 30 minutos para admirar a paisagem e tirar boas fotos do fim de tarde. Quem quer turistar o local por mais tempo, é melhor ir no verão para aproveitar a praia, mas o mar é bem frio.

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Admirando o Oceano Pacífico em Viña Del Mar (Foto: Alessandra Matsumi)

 

Concha Y Toro

No dia seguinte, fomos visitar a vinícola mais famosa do Chile: a Concha Y Toro. Ela é uma das maiores do mundo e exporta mais de 350 milhões de litros de vinho por ano!

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Barris que guardam a linha de vinhos Casillero del Diablo (Foto: Alessandra Matsumi)

Optamos pelo tour premium que incluía a visita tradicional pela vinícola com degustação de três vinhos e mais uma degustação de vinhos da linha Marques de Casa Concha feita com a orientação de um sommelier. O passeio dura aproximadamente 1h30 e é uma ótima opção para quem gosta de apreciar vinhos.

 

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Degustação da linha Marques de Casa Concha (Foto: Alessandra Matsumi)

Dica: os preços na loja da Concha Y Toro são bem bons com relação ao valor que se paga em alguns vinhos no Brasil, mas depois de pesquisar e perguntar para os chilenos, nós descobrimos que o melhor lugar para comprar vinhos é no mercado Jumbo. Uma das filiais está localizada dentro do shopping Costanera Center. É muito mais barato! Tem vinhos por R$ 10 que aqui no Brasil custam cerca de R$ 50. Vale a pena se perder na seção de vinhos do mercado!

Futebol

Como eu e a minha amiga que me acompanhou somos viciadas em futebol, decidimos ver uma partida do Campeonato Chileno no Estádio Nacional do Chile. Conseguimos ver uma partida entre Universidad de Chile (dono da casa) e Palestino no nosso último dia na cidade.

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Jogo para fechar a viagem com chave de ouro (Foto: Alessandra Matsumi)

A torcida do Universidad de Chile é MUITO animada e a energia deles contagia. Tentamos aprender algumas músicas e torcemos animadas pela ‘La U’ como o time é conhecido entre os chilenos. Para quem gosta de futebol, também é possível visitar o Estádio Monumental David Arellano que é do Colo Colo, o grande rival do Universidad de Chile.

Dicas extras

  • Prefira os voos diretos para o Chile, duram cerca de 4 horas.
  • Tente se hospedar perto de alguma estação de metrô. Isso vai te ajudar a economizar muito com táxi.
  • A alimentação é bem acima da média, então vá com o bolso preparado se quiser comer os melhores ceviches e empanadas.
  • Visite as vinícolas entre janeiro e maio, quando é possível experimentar as uvas nos vinhedos.
  • Pesquise bem os preços dos vinhos antes de comprar. Pela Latam é permitido levar 4 garrafas na bagagem de mão e despachar até 12L dentro da mala grande.
  • Se quer ver muita neve e praticar esportes de neve, é melhor ir entre maio e agosto quando é inverno no Chile.
  • Leve creme hidratante e protetor solar. O tempo no Chile é muito seco e mesmo na neve e no frio, o sol queima bastante a pele.

 

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Sobre o autor

Somos três amigos que compartilham o sonho de conhecer os quatro cantos do mundo. Da vontade de explorar diferentes lugares e da busca constante por novas experiências, surgiu o RoadTrio: um site que reúne informações, dicas e notícias do que não se pode perder por aí e é essencial para qualquer viajante.

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