Texto escrito pela leitora Nathalia Rodrigues.

Se você faz planos de ir ao Rio de Janeiro e ainda não conhece o Morro de Santa Teresa, tenho um conselho: inclua-o em seu planejamento! Eu indico e, depois, todos me agradecem. Sabe aquele lugar mágico, com poesia, junção de antigo e novo, tranquilo, mas muito movimentado? Lá é assim.

Localizado na região central do Rio, com a Lapa aos pés, Santa Teresa conquistou meu coração logo de cara. O bairro tem enormes casas antigas, casarões do século XVIII – alguns abandonados e outros que se tornaram hostels – e do topo do morro é possível ter uma visão incrível da cidade.

Seja para tomar uma cerveja num botequim antigo, conhecer o artesanato local, ou engatar numa roda samba, Santa, apelido usado pelos mais ‘íntimos’, certamente irá te acolher. Prepare as pernas – a região é recheada de ladeiras – e voilá!

 


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O passeio pode começar pela Escadaria Selarón, do artesão chileno Jorge Selarón, que com as próprias mãos começou a revitalizar a escada ao colocar azulejos coloridos. Depois da reforma, a escadaria virou um dos points de Santa Teresa, local em que o artista também morava. O movimento de sobe-e-desce é grande durante todo o dia e à noite, quando, além das fotos, os turistas sentam para ouvir alguém tocando violão ou bebericam algo.

Escadaria Selarón, criada pelo artesão chileno Jorge Selarón (dir.) e uma das centenas de ladeiras que levam para o bairro de Santa Teresa (esq.) (Foto: Nathalia Rodrigues)

Um pouco mais para cima da Selarón, está o meu lugar preferido em Santa Teresa: o bar do Serginho. É mercadinho, é boteco, é mercearia. Nas mesinhas do lado de fora do bar é possível degustar uma porção de queijos e salaminho ao som de um bom jazz. A pizza servida em forma de aperitivo também é preciosa. Os frequentadores são moradores do bairro e o atendimento é sempre feito pelos simpáticos garçons. Ah! Os preços são super justos.

| Divisão dentro do bairro

Santa Teresa possui três centros: Guimarães, Curvelo e Neves. No Largo dos Guimarães tem o Mercado das Pulgas, um lindo e enorme casarão que serve de espaço cultural para eventos e geralmente é mais frequentado por cariocas do que por turistas. Samba, forró e outras festas acontecem por lá. Dica: chegue cedo aos eventos, pois a chance de pegar fila é grande!

No Largo dos Guimarães há vários botequins tradicionais que servem almoço ou jantar. O Bar do Mineiro ganhou fama por sua feijoada e atualmente é um dos mais requisitados bares da região. Também ali nesse centro, há algumas casas com artesanato local, prato cheio para quem quer comprar uma lembrancinha.

E é no Largo do Curvelo que está situada a parada do Bonde. Para a alegria de todos, após quatro anos sem funcionamento, o bondinho voltou a funcionar. O passeio é uma delícia! Nele, circulamos por algumas vilas e, nesse momento, é possível sentir de perto como é morar por ali. De quebra, ainda passamos por cima dos Arcos da Lapa chegando ao ponto final, lá embaixo, no Largo da Carioca. Vale a pena se planejar para o passeio, pois aos fins de semana a procura é grande.

 

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É no Largo do Curvelo que está situada a parada do Bonde. Após quatro anos sem funcionamento, o bondinho voltou a funcionar (Foto: Nathalia Rodrigues)

Se a sua pegada é cultural e artística, o Parque das Ruínas pode ser uma boa opção de lazer. O espaço é lindo, há um teatro que funciona lá dentro, além de shows e exposições. Parada obrigatória: tome um café e aprecie a vista da cidade maravilhosa.

Próximo do Parque das Ruínas, a Chácara do Céu é um casarão construído em 1876 que tornou-se museu. Ali ocorre exibição de arte de diversos períodos, livros raros, mobiliário e artes decorativas.

Já o Largo das Neves tem clima de cidadezinha do interior, com uma pracinha e bancos de cimento que nos fazem voltar ao Rio antigo. Lá estão localizados alguns botequins, mas o movimento é menor. A agitação do local ganha força durante o Carnaval, quando muitos blocos invadem a região.

| E ainda não acabou!

Mais para cima do morro (nesse caso é necessário pegar táxi ou ônibus) está o Mirante Dona Marta, que oferece uma vista panorâmica da cidade. De lá, é possível ver o Pão de Açúcar, o Maracanã, a Baía de Guanabara e o Cristo Redentor, considerada a melhor atração turística do Brasil.

O Mirante Dona Marta oferece uma vista panorâmica da cidade. Lá de cima é possível ver o Pão de Açúcar, o Maracanã, a Baía de Guanabara e o Cristo Redentor (Foto: Nathalia Rodrigues)

Estes são alguns lugares que não me cansam e sempre me sinto acolhida em Santa Teresa. Só mais uma dica para finalizar: melhor do que qualquer roteiro, vale desvendar o lugar aos poucos, sem saber ao certo onde vai dar, cortando caminho pelas escadas, passando por cima dos trilhos do bonde. Em meio ao burburinho da Lapa, Santa Teresa traz um pouco de silêncio e uma volta aos antepassados do Rio.

| Hospedagens

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Vista incrível da cidade desde um varandão do hostel (Foto: Nathalia Rodrigues)

Se você quiser se hosper em Santa Teresa aqui vão algumas opções:

Books Hostel: situado bem no comecinho do Morro, o hostel tem um clima bem descontraído, serve café da manhã e tem diárias por volta de R$ 30,00. À noite rolam algumas festas e os drinks são mais baratos do que no comércio.

Hostel Mambembe: lindo casarão com cômodos grandes e pé direito alto, esse hostel tem uma bela vista de Santa Teresa. Também serve café da manhã, o clima é roots e muitos hóspedes cozinham em esquema comunitário, sensação que toma conta do local.

Hostel Terra Brasilis: o mais alto dos três (precisa ter perna, mas vale cada degrau!), o Terra Brasilis tem o clima mais família e possui uma vista deslumbrante, tanto em sua área social como na cozinha. Esse hostel é perto do Largo dos Guimarães e perfeito para quem quer curtir Santa Teresa a pé.

 

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Sobre o autor

Somos três amigos que compartilham o sonho de conhecer os quatro cantos do mundo. Da vontade de explorar diferentes lugares e da busca constante por novas experiências, surgiu o RoadTrio: um site que reúne informações, dicas e notícias do que não se pode perder por aí e é essencial para qualquer viajante.

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