Texto escrito pela leitora Lígia Ruy

Conhecida mundialmente por sempre estrelar entre as melhores cidades para se viver do mundo, Melbourne é o segundo maior município da Austrália e é também famosa internamente pelas semelhanças com a Europa. Povo descolado e por dentro da moda, diversas atrações culturais, cafés por todos os cantos e clima frio para os padrões australianos.


Moradora de Queensland que sou, não via a hora de colocar meus pés em uma cidade mais urbana e agitada, só para mudar de cenário um pouquinho. Então, eu, meu marido e mais três amigos aproveitamos a promoção de passagens (AUD$ 150,00 ida e volta) para descobrir as belezas da capital do estado de Victoria. Com uma mala de mão de 7 kg cada (passagem promocional, lembram?) e muitas camadas de roupas, lá fomos nós.

| Hora de bater perna

Chegamos num domingo de manhã anterior a um feriado. Deixamos as bagagens no backpacker (também conhecido como albergue ou hostel) que dormiríamos naquela noite e fomos atrás do Beco dos Cafés para tomar um reforçado café da manhã. O lugar é conhecido por suas cafeterias charmosinhas, daquelas que aquecem a alma e o coração. Por ser véspera de feriado, mal achamos um lugar para sentar.

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O Beco dos Cafés é conhecido por suas cafeterias charmosinhas, daquelas que aquecem a alma e o coração (Foto: Lígia Ruy)

O café da manhã australiano é parecido com o americano, então, para experimentar algo mais típico, sugiro pedir um avocado toast (pão, manteiga, abacate, ovo poché e tomates cozidos) e um latte (café com leite) ou cappuccino. Uma delícia ficar sentada ali, olhando a movimentação, jogando conversa fora e experimentando novos sabores.

Em seguida, caminhamos pelo centro da cidade até chegar à Hosier Lane, um beco com grafites estampados em todas as paredes, um achado para os amantes de arte de rua. No dia em que visitamos, dois artistas aproveitavam os pequenos espaços ainda vagos para imprimir um pouco de suas personalidades.

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O beco Hosier Lane é cheio de grafites estampados em todas as paredes, um achado para os amantes de arte de rua (Foto: Lígia Ruy)

Encerramos o dia com uma visita ao Queen Victoria Market, ótimo para encontrar tudo quanto é tipo de bugiganga com os preços mais baratos da Austrália.

| Paisagens de tirar o fôlego

No dia seguinte, o momento mais esperado por mim chegou. Nosso rumo seria a Great Ocean Road, uma rodovia de aproximadamente 250 quilômetros de extensão, recheada de paradas com paisagens belíssimas.

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Great Ocean Road tem cangurus por todos os lados e coalas no alto das árvores (Foto: Lígia Ruy)

Alugamos um carro e seguimos nosso destino. Eu, que já esperava paisagens incríveis, ainda fui surpreendida pela beleza das formações rochosas em contraste com o mar. As pistas são boas e as paradas são frequentes, o que não deixou a viagem cansativa. A poucos minutos da cidade de Melbourne, o cenário muda completamente e dá lugar à uma Austrália mais rural, com direito a cangurus por todos os lados e coalas no alto das árvores.

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A poucos minutos da cidade de Melbourne, o cenário muda completamente e dá lugar à uma Austrália mais rural (Foto: Lígia Ruy)

Nossa primeira parada foi em Bells Beach, praia conhecida mundialmente por receber diversos campeonatos de surfe. Assim que chegamos, um arco-íris nos deu as boas-vindas e nos apresentou a praia maravilhosa que ali está. O local estava cheio de surfistas, vestidos de roupa de borracha dos pés à cabeça por causa do frio. A paisagem, o ambiente, o arco-íris… toda essa combinação me tirou o fôlego e dou uma suspiradinha até hoje ao lembrar.

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Bells Beach é uma praia conhecida por receber diversos campeonatos de surfe (Foto: Lígia Ruy)

Após diversas paradas, chegamos à cereja do bolo, o maior cartão postal de Victoria, e um dos maiores da Austrália: os Doze Apóstolos (Twelve Apostles). Existe uma mágica nesse lugar, é encantador e hipnotizante. As rochas localizadas no meio do mar, que por conta da força das ondas tomaram um formato de ‘totem’. Eram doze, mas hoje em dia são somente seis. É a força da natureza na sua maior simplicidade e grandeza. É lindo, é único, é realmente divino. Chegamos aos Doze Apóstolos junto ao pôr do sol, então seguimos para a cidadezinha mais próxima para dormir e decidimos voltar no dia seguinte para aproveitar mais daquilo tudo.

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O maior cartão postal de Victoria, e um dos maiores da Austrália, é a formação rochosa Doze Apóstolos (Foto: Lígia Ruy)

A cidadezinha que passamos a noite era incrível, minúscula mas cheia de aconchego. Dormimos por lá e no dia seguinte seguimos rumo à Brighton Beach, afinal, a praia em que estão localizadas as famosas casinhas coloridas não podia ficar de fora do roteiro. Esse costume de construir casinhas na beira da praia começou muitos anos atrás por conta da necessidade dos moradores locais de guardarem seus equipamentos de pesca, barco, surfe e utensílios de praia. Hoje em dia, as casinhas são patrimônio histórico da Austrália.

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Hoje em dia, as casinhas de Brighton Beach são patrimônio histórico da Austrália (Foto: Lígia Ruy)

À noite ainda encontramos um amigo que morava com a gente em Gold Coast e se mudou para Melbourne. Ele nos levou para visitar o Cassino da cidade e passear por South Bank, um bairro beirando o rio cheio de bares e pubs.

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Roadtrip pela costa autraliana (Foto: Lígia Ruy)

Toda viagem tem sua magia, seus encantos e memórias. Para esta viagem ficou para mim o vento gelado batendo num rosto de olhos brilhantes, impressionados com a beleza da natureza, que é tão única. O que é contraditório às minhas expectativas iniciais que eram a de visitar uma cidade mais urbana e, também por isso, ainda mais surpreendente. Mal posso esperar pela próxima aventura.

 

 

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Sobre o autor

Somos três amigos que compartilham o sonho de conhecer os quatro cantos do mundo. Da vontade de explorar diferentes lugares e da busca constante por novas experiências, surgiu o RoadTrio: um site que reúne informações, dicas e notícias do que não se pode perder por aí e é essencial para qualquer viajante.

5 Respostas

  1. Sol

    Oi Ligia, tudo bem? Adorei seu post! Eu, meu marido e meu cunhado iremos fazer essa viagem. Voce poderia me dizer o nome da cidade que passou a noite antes de ir para Brighton Beach? E o nome do beco dos cafes em ingles?
    Bjs

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    • Ligia

      Oi Sol, tudo bem e você? Que bom que você gostou, vocês vão curtir muito a viagem!
      O Beco dos Cafés em inglês é Laneway Cafes.
      Na verdade eu dormi num backpacker perto dos 12 Apóstolos e no dia seguinte fui para a Brighton Beach de carro. De qualquer forma, se vocês forem fazer um tour pela city, vale a pena ficar num backpacker por lá mesmo, porque a Brighton Beach é perto da city, dá pra ir de ônibus (+/- 1 hora de viagem). Nâo vale a pena tirar o dia inteiro só para as casinhas, porque a única atração são as casinhas mesmo. Perto de lá tem a St. Kilda beach, que não tive tempo de visitar, mas disseram que é muito bacana. Espero ter ajudado :)

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