Texto escrito pelo leitor Emílio Caio Ferasso

Quando decidi morar na Europa, pesquisei sobre Lisboa e Portugal. Decidi na pesquisa que esse seria o destino escolhido para fazer meu mestrado e viver. Vim aqui para ficar somente um ano, o tempo das aulas, e não devo mais deixar de viver aqui. Ora pois.

Quando cheguei em Lisboa, foi um choque no sentido positivo da palavra: Lisboa é colorida, vibrante, cheia de vida, de cheiros e de sabores que não imaginava que faziam parte da bela capital portuguesa. A conhecida mundialmente cidade das sete colinas, de um povo acolhedor e simpático, mas ao mesmo tempo autêntico e se tiver que ‘te dar uma bronca’, dá medo.

Lisboa é uma pequena grande cidade. Pequena porque estamos perto de tudo, mas com grande alma, grande personalidade e também uma grande miscigenação de povos, culturas e arte. Muita arte. São quase duzentos museus, milhares – isso mesmo, milhares de restaurantes – e opções gratuitas para quem quer aproveitar a vida ao máximo.


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Desde os destinos mais procurados pelos visitantes aqui em Lisboa, como a Torre de Belém, o Castelo de São Jorge e a Elevador de Santa Justa, até os desconhecidos dos turistas – afinal agora moro aqui e já conheço essa cidade como se fosse a minha – listo aqui alguns ‘sítios’ (lugares) que você não pode deixar de conhecer.

Foto: Emílio Caio Ferasso

| Torre de Belém

Um dos mais conhecidos símbolos de Portugal, essa edificação fica dentro do Rio Tejo, na esquina entre o rio e o Oceano Atlântico, e tinha a função de ser uma torre de observação para ver quem se aproximava da capital.

Sobreviveu ao terremoto de 1755 e hoje representa a arquitetura, os costumes e o orgulho nacionais. Parada obrigatória, vale a pena subir os cinco andares da torre de pedra para, além de a conhecer, apreciar a bela vista que ela oferece.

Foto: Emílio Caio Ferasso

| Elevador de Santa Justa

O famoso ascensor (como ele é aqui chamado), foi tombado pela Unesco como Patrimônio Artístico e Cultural da Humanidade. Ele está no coração da baixa lisboeta e tem a função de transportar quem quer ir da zona baixa ao bairro alto da cidade. Construída em 1902, a obra é utilizada tanto pelos moradores, que poupam uma grande volta, como encanta os turistas com seu estilo neogótico.

Foto: Emílio Caio Ferasso

| Castelo de São Jorge

O milenar Castelo de São Jorge foi erguido no topo de uma das sete colinas que formam Lisboa. De dentro do Castelo, que está erguido em um dos que é considerado um dos bairros mais bonitos do mundo, Alfama, se avista a outra margem do Rio Tejo. De lá se vê quem chega pelo Oceano. Uma obra moura, o castelo concentra muita história e beleza, além do que, para chegar lá, temos de nos embrenhar por Alfama. Visita dupla.

Foto: Emílio Caio Ferasso

| Mais atrações

Mas além desses badalados destinos, não se pode deixar de visitar o Mosteiro dos Jerônimos, o Panteão Nacional, a imponente Catedral da Sé, isso só para citar algumas opções que não se pode perder. Mas andar por Lisboa, para além dos roteiros vendidos pelas operadoras de turismo, reserva muitas surpresas.

Foto: Emílio Caio Ferasso

As ruelas dos bairros Alfama, Mouraria, Martin Muniz, Bica e Bairro Alto, entre outros, são quase como um quebra cabeças de muitas peças, pois são ruelas muito, mas muito parecidas. Nelas conseguimos ver como o lisboeta típico vive, com roupas penduradas na janela, flores nas mesmas, gritos oriundos da casas e cheiros dos deliciosos pratos que aqui se come. Essa é a verdadeira alma da cidade, onde a gente se insere dentro dos costumes e tradições.

Foto: Emílio Caio Ferasso

Lisboa é repleta de jardins, praças, fontes, chafarizes que, além de embelezar, servem para mostrar que aqui preocupa a manutenção da história, das tradições e da natureza. Muitas árvores fazem com que o ar seja fresco, que junto com a brisa marinha e o ar que o Rio Tejo traz desde sua nascente, fazem com que se respire e inspire e absorva-se muito bem esses ares meio europeus, meio brasileiros, meio misturado.

Foto: Emílio Caio Ferasso

Não tem melhor época para se visitar a cidade, mas no inverno, a cidade está mais vazia e é possível absorver melhor a experiência que é, de fato, conhecer a cidade. Nada que os gaúchos não estejam acostumados, o clima é ameno, com temperaturas que beiram o zero grau no inverno e com alguma umidade.

Já quem visita Lisboa no verão, se depara com temperaturas acima dos trinta graus e um sol escaldante, quase aquele das savanas africanas. Eu, como gosto do frio, recomendo a visita fora do verão por alguns outros motivos: não há tanta gente e os preços são consideravelmente mais convidativos.

Foto: Emílio Caio Ferasso

| Transporte

Os transportes aqui funcionam muito bem e não falo somente de Lisboa, mas sim de todo o país. Aqui temos os bondinhos (elétricos) metro, trem, tuk tuks, táxis, aviões, transporte fluvial e muitas bicicletas (menos do que seria o ideal, mas muito mais do que se vê em muitas cidades. Talvez seja pelas tais colinas). Existem muitos ascensores (elevadores) que levam das partes do topo das colinas para as partes baixas da cidade.

Foto: Emílio Caio Ferasso

 

 

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Sobre o autor

Somos três amigos que compartilham o sonho de conhecer os quatro cantos do mundo. Da vontade de explorar diferentes lugares e da busca constante por novas experiências, surgiu o RoadTrio: um site que reúne informações, dicas e notícias do que não se pode perder por aí e é essencial para qualquer viajante.

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