Um fim de semana em São Paulo é o suficiente para fazer um passeio menos óbvio. Já demos 18 razões para ser um turista na cidade, mas nem todo mundo sabe que na selva de pedra é possível entrar em contato com a natureza. Acredite, você consegue e vale muito a pena sair da loucura da cidade grande. Para isso, vá ao Núcleo da Pedra Grande.


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A trilha, que fica no Parque Estadual da Cantareira, Zona Norte da cidade, reúne um importante remanescente da Mata Atlântica. Aberto ao público em 1989, é uma das maiores florestas urbanas nativas do mundo e declarada parte da Reserva da Biosfera do Cinturão Verde da cidade de São Paulo pela UNESCO.

Por sorte, pegamos mais um dia de verão em pleno inverno: céu aberto e sol quente. Lembre-se de escolher roupas confortáveis, tênis para caminhada e não esqueça do protetor solar.

Apesar de algumas ladeiras, a caminhada é tranquila até mesmo para aqueles mais sedentários (Foto: RoadTrio)

Apesar de algumas ladeiras, a caminhada é tranquila até mesmo para aqueles mais sedentários (Foto: RoadTrio)

Chegamos ao local por volta das 14h30, passamos pelo guichê de ingresso e logo entramos no parque. Existem dois caminhos para chegar na Pedra Grande. Um deles tem cerca de 7,5 km de caminhada e o outro tem aproximadamente 9,5 km (ida e volta). Escolhemos o mais longo e, consequentemente, o mais vazio. Foi uma ótima opção exatamente por ter menos gente caminhando por lá.

Nenhum dos dois trajetos é complicado e ambos têm a maior parte do percurso asfaltado. Há algumas ladeiras ingrimes, mas até aqueles com menos preparo físico conseguem finalizar. É possível fazer algumas pausas no meio do caminho e sentar em bancos ou até mesmo em pedras naturais.

O ponto alto do caminho obviamente é a Pedra Grande – 1.010 metros acima do nível do mar. O maciço rochoso permite que os visitantes observem São Paulo do alto, de norte a sul. Em dias de sol também é possível observar trechos da Serra do Mar e o Pico do Jaraguá. A vista é linda e quase não dá para acreditar que o Parque fica dentro de São Paulo. O lugar é perfeito para relaxar e se desligar um pouco da agitação da cidade que não dorme.

O ponto alto do passeio é a Pedra Grande, que permite que os visitantes observem São Paulo do alto, de norte a sul (Foto: RoadTrio)

O ponto alto do passeio é a Pedra Grande, que permite que os visitantes observem São Paulo do alto, de norte a sul (Foto: RoadTrio)

Ao lado do mirante está o Museu Casa de Pedra, que só fica aberto quando tem alguma exposição. Muitas pessoas se reúnem por lá para fazer pique-nique, tirar boas fotos e jogar conversa fora. Como não tínhamos muito tempo e não queríamos ‘perder a viagem’, decidimos acelerar o passo para conhecer o Lago das Carpas. Caminhamos cerca de 1 km, dessa vez em terra batida, e chegamos ao local que, confesso, esperava mais. Dependendo do dia não é possível ver muitas carpas e, infelizmente, não tivemos sorte. Mas o local é perfeito para quem quer praticar exercícios físicos em um dos vários aparelhos rústicos disponibilizados no local.

Lembre-se que tudo que você caminhou na ida, terá que caminhar na volta. Por isso, evite chegar no seu destino final com pouco tempo para o parque fechar. Teoricamente, todos devem estar do lado de fora do portão de entrada às 17h.

Chegue cedo para aproveitar para conhecer cada cantinho do parque (Foto: RoadTrio)

Chegue cedo para aproveitar para conhecer cada cantinho do parque (Foto: RoadTrio)

| Dicas

– A trilha é denominada como autoguiada, mas não há muita sinalização;
– Não há lanchonetes e nem bebedouros no caminho. Portanto, vá preparado. Uma boa garrafa de água pode ser sua melhor companheira;
– Chegue de manhã se quiser aproveitar o local com calma. Às 16h, seguranças passam de moto pela trilha avisando que os visitantes devem começar o percurso de volta;
– Há restrições para animais domésticos;
– Não é permitido praticar esportes com bola, skate e patins;
– Existe um atendimento monitorado pela trilha, mas é necessário agendar antes;
– Não tem estacionamento no local, mas é possível estacionar o carro na Rua do Horto.

Veja mais fotos da Trilha da Pedra Grande na galeria abaixo:

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| Sobre o Parque Estadual

Sua área total, incluindo todos os núcleos (Pedra Grande, Águas Claras, Engordador e Cabuçu), é de 79,2 milhões m², o equivalente a 8 mil campos de futebol, abrangendo os municípios de São Paulo, Mairiporã, Caieiras e Guarulhos.

No último século, ocorreu a desapropriação de fazendas de café, chá e cana-de-açúcar para a recuperação da mata, proteção dos mananciais e para a continuidade do fornecimento de água de São Paulo.

Tropeiros que atravessavam a serra a batizaram de ‘Cantareira’ por conta da grande quantidade de nascentes e córregos. A região reúne diversas espécies como embaúba, pau-jacaré, imbuia, canela-preta, samambaia-açu e jacarandá-paulista e animais como macaco-bugio, bicho-preguiça, gato-do-mato e jaguatirica. (Ok, não se empolgue. É muito difícil ver um desses animais circulando pela trilha da Pedra Grande).

Serviço

Horário: sábado, domingo e feriados das 8 às 17h. Só é permetido entrar até às 15h para fazer a Trilha da Pedra Grande.
Preço: R$ 12 (estudantes pagam meia e menores de 12 anos e maiores de 60 anos não pagam).
Endereço: Rua do Horto, 1799, Tremembé.
Telefone: (11) 2203-0115.

Sobre o autor

Formada em jornalismo, já passou algumas temporadas na Califórnia e em Barcelona. Os anos de cobertura de Semanas de Moda internacionais passaram e fizeram com que ela descobrisse que o seu verdadeiro estilo é viajar.

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