Quem disse que é preciso ir até a Capadócia, na Turquia, para voar de balão? Nós temos Boituva (SP) e muitos outros lugares no Brasil que oferecem voo de balão. A nossa vontade era tanta que embarcamos nas alturas para fazer algo diferente sem ter que ir tão longe de casa, em São Paulo, e fomos fazer um passeio de balão. Já adiantamos que foi uma experiência inesquecível.

Saímos de São Paulo às 4h30 da manhã rumo a Boituva, que fica a 120 km do Centro Nacional de Paraquedismo de Boituva. Sim, tem que madrugar para conseguir fazer o passeio.

Voamos com a Playmobil Balonismo e uma das exigências da empresa é que todos os passageiros estejam no local pontualmente às 6h da manhã. Demoramos cerca de 1h20 de carro e, poco antes do horário marcado, estávamos lá, enfrentando os 11º C que fazia naquela ‘madrugada’. Há estacionamento grátis no local.

(Foto: RoadTrio)

| Chegando no local

O lugar já estava cheio, pois muitos balões fazem viagens nas manhãs dos fins de semana. Vale lembrar que eles só podem decolar até às 7h15 da manhã, antes do início dos famosos saltos de paraquedas que ocorrem no local.

Logo encontramos nosso grupo e nos aproximamos do campo onde os balões são preparados. Enquanto alguns funcionários inflavam o balão, outros conferiam os dados básicos dos passageiros.

(Foto: RoadTrio)

Todos podem acompanhar de pertinho o processo que antecede ao voo. Também é muito legal! O processo começa com ar frio e, quando ele estiver com 3/4 desse ar, o ar quente entra em ação. Essa fase é feita com dois maçaricos potentes e não demora muito para que o balão esteja em pé, pronto para partir.

O nosso balão era um dos maiores que ia sair aquele dia. Ele tem 7300 metros cúbicos, suporta 12 pessoas além do piloto e tem 45 metros de altura, da base do cesto até o topo do balão. A autonomia máxima de voo desse balão é de 2 horas, mas os passeios costumam durar de 50 minutos a 1 hora. O nosso durou 55 minutos. E, acredite ou não, o balão pesa 1 tonelada e 760kg quando está com capacidade máxima.

(Foto: RoadTrio)

| O voo

Visual de tirar o fôlego, silêncio absoluto, sensação de paz e tranquilidade e um espetáculo de cores no céu marcaram a experiência.

Acredite, não é preciso ser corajoso para enfrentar um voo desse. Ao contrário do que muitos pensam, o voo é pleno e até aqueles que têm medo de altura esquecem esse ‘pequeno detalhe’ e aproveitam o visual lá de cima. O passeio no veículo aéreo mais antigo da humanidade não é nada radical. Além disso, balão de ar quente é considerado como uma das formas mais seguras de voar.

(Foto: RoadTrio)

O cesto do balão é confortável, alto e rígido (dá sensação de segurança) e dividido em ‘baias’ que suportam até 3 passageiros. Não existe um “local melhor”, já que de qualquer uma dessas baias o visual é o mesmo.

O nosso piloto, Eduardo, foi o responsável pela altura que nós iríamos, tudo de acordo com as camadas e a velocidade dos ventos. Durante o voo, ele se comunica via rádio com o restante da equipe que será responsável pelo nosso “resgate”.

A decolagem é leve, em baixa velocidade e mal dá para perceber que saímos do chão, a não ser, claro, quando o horizonte começa a ficar mais distante e tudo ao redor fica cada vez menor conforme nos distanciamos. Não precisamos nos preocupar com nenhum procedimento de segurança para a decolagem.

(Foto: RoadTrio)

O nascer do sol lá do alto sem dúvidas é o ponto alto da experiência. Afinal, não é sempre que podemos contemplar esse espetáculo da natureza em um lugar tão privilegiado. Sobrevoamos campos de plantações, sítios, pastos e vimos do alto muitos animais como pássaros e vacas. Lá do alto é possível avistar 4 cidades vizinhas de Boituva.

Como voamos na velocidade do vento, nem percebemos a movimentação do balão. O tempo passa muito rápido e num piscar de olhos já é o momento de aterrizar.

Em voos turísticos, a altura máxima que os balões chegam é 500 metros, podendo ser mais baixa em alguns momentos da viagem.

(Foto: RoadTrio)

| O pouso

O balão é movido a ar quente e faz um caminho quase aleatório, já que a direção do voo depende 100% da velocidade do vento. Com a rota é indefinida, consequentemente, o pouso também é dessa forma. Saímos de Boituva e fomos parar em Tatuí. Não se preocupe, a van te leva de volta ao ponto de partida.

(Foto: RoadTrio)

Quando estávamos próximos do pouso, nosso piloto deixou o balão em uma altitude mais baixa e nos indicou onde possivelmente faríamos o pouso. Lá do alto já observamos o carro com o reboque e a van que nos levaria de volta ao ponto de partida se aproximando. Conforme nos aproximamos do chão, o piloto adiantou que seria bem tranquilo e nos pediu apenas que dobrássemos levemente os joelhos. Mal percebemos e já estávamos em terra firme. Sem trancos e barrancos.

Quando chegamos, a equipe já estava a nossa espera. Depois que todos desceram do cesto, iniciou-se o processo de desinflar o balão, que também é um show a parte.

(Foto: RoadTrio)

Durante esse processo, brindamos com champanhe. Nos primórdios do balonismo (1783 foi o primeiro voo dos irmãos Montgulfier), os primeiros aviadores começaram a carregar garrafas de champanhe para pacificar e acalmar os agricultores locais e deixar claro que eles eram homens comuns, e não extraterrestres pousando em solo. Tudo isso para comemorar a conclusão de um voo seguro e sereno. Por respeito à tradição, a maioria dos balonistas faz o brinde de champanhe ou suco depois de seus voos.

(Foto: RoadTrio)

| Quando voar

Quem manda é literalmente o clima. Não é possível voar em dias de chuva ou com ventos fortes. Quando o vento ultrapassa 17 km/h. os pilotos evitam o voo.

Por isso é imprescindível que você cheque 24 horas antes do seu agendamento se seu passeio está confirmado.

Os voos decolam sempre entre às 6h e às 7h da manhã para que não haja congestionamento de tráfego aéreo. Durante o inverno, em junho e julho, também é possível voar no pôr do sol.

(Foto: RoadTrio)

| Quem pode voar

Todos, menos animais de estimação! Claro que os menores de idade devem estar acompanhados por um maior responsável.

| O que vestir

Roupas confortáveis, tênis e casacos. Principalmente no outono inverno, as temperaturas são baixíssimas. Mas você provavelmente não passará frio, já que durante o voo o fogo que rege o balão também aquece os passageiros.

Não esqueça de levar sua câmera fotográfica!

| Preço

Voar de balão não é muito barato. Voando com a Playmobil Balonismo, o casal gasta R$ 539,00 e a pessoa individual desembolsa R$ 274,90, mas todos levam embora uma memória de momentos incríveis. Fique de olho no Grupon e Peixe Urbano porque geralmente há promoções e preços especiais.

Assista ao vídeo do nosso passeio:

 

Serviço

Playmobil Balonismo
Site: www.playmobilbalonismo.com.br
Contato: 11 5842-4000 / 11 94018-6628 WhatsApp / 11 97489-2833 vivo / 19 3826-3647
Email: playmobilbalonismo@gmail.com
Preço: R$ 539,00 casal / R$ 274,90 individual
Endereço: Centro Nacional de Paraquedismo de Boituva

Veja mais fotos do voo de balão na galeria abaixo:

Sobre o autor

Formada em jornalismo, já passou algumas temporadas na Califórnia e em Barcelona. Os anos de cobertura de Semanas de Moda passaram e fizeram com que ela descobrisse que o seu verdadeiro estilo é viajar.

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